quinta-feira, 6 de março de 2014

Bolinhos de batata

As minhas melhores receitas são muitas das vezes, feitas a partir de aproveitamentos de sobras.
Detesto deitar comida fora, detesto aquecer exactamente como sobrou e então a solução é sempre reciclar, inventar.
Desta vez sobraram batatas assadas do assado de linguiça: batata de frança e batata doce. Guardei num recipiente e elas ficaram, pacientemente, à espera da sua vez no frigorífico.
E ainda bem que esperaram, transformaram-se nuns deliciosos bolinhos de batata que foram servidos com molho de iogurte e cominhos. É caso para dizer: batatinhas the best is yet to be ;)
O meu filho mais velho delira com molho de iogurte, e adorou os bolinhos. Em vez de as comermos no dia vegetariano, comemos no primeiro dia da Quaresma e aproveitamos que estava sol para poderem correr e jogar à bola como há tantos meses não o podiam fazer.



Precisamos de:
*para 4 bolinhos:

*Bolinhos de Batata:

- 1 batata de frança assada
- 1 batata doce (pequena) assada
- 1/2 cebola
- 1 dente de alho
- tomilho fresco
- sal, pimenta, pimentão doce, cominhos q.b.
- 1 ovo
- 1 col. sopa de farinha de milho
- pão ralado
- óleo

1. Esmagar com um garfo as batatas de forma a quem fiquem com grumos e não em papa.
2. Acrescentar cebola picadinha, alho, tomilho fresco picadinho, os temperos, ovo batido e farinha e envolver bem.
3. Moldar bolas e passar por pão ralado.
4. Fritar num pouco de óleo até ficarem dourados de cada lado.
5. Escorrer em papel absorvente.

*Molho de iogurte e cominhos:
- 2 col. sobremesa de iogurte grego natural
- cominhos, sal e pimenta q.b.
- sumo de limão
- um fio de azeite

1. Misturar tudo e mexer bem, servir fresco.





terça-feira, 4 de março de 2014

Bolo de cacau e café com cobertura de chocolate

Há dias especiais, em que a família se reúne em volta da mesa e comemora o facto de estar vivo, de se ter uma família por piores que os tempos sejam. E não falo só dos tempos de crise, de austeridade económica, mas também das desavenças que há em todas as famílias, os contratempos (como o desemprego), os divórcios, as irritabilidades próprias de muita gente junta. O tema é geralmente futebol e fala-se com decibéis para além do aceitável. As mulheres vêm fotos antigas e riem-se das roupas, dos penteados. Os miúdos riem-se, discutem e as tias vão lhes dando mimos e xi-corações apertadinhos e beijos repenicados, são as estrelas das festas. 
A mesa é sempre farta, cheia de coisas boas e tipicamente portuguesas: a broa de milho, as azeitonas, a regueifa, as fatias bem fininhas de presunto, os tremoços e depois fazem fila as saladeiras cheias de feijoada à transmontana, com os belos grelos a espreitar.
A conversa vai alternando entre o Porto, o Benfica e o Sporting. Cada um puxa pelo seu clube e discute-se acerca deste jogo ou daquele penalti. Tal como a broa e as azeitonas nunca faltam, o futebol também não! 
A sobremesa calha-me muitas vezes a mim fazer, e não é algo que me aborreça. É sempre bom termos cobaias para as novas experiências. Egoisticamente, quando faço uma sobremesa penso sempre em mim. "fica bem a combinação destes sabores?", "vou gostar? detestar?", "pediria num restaurante?". Se a resposta é sim, sigo em frente e faço a receita que idealizei. Mas também, muitas vezes faço planos para algo e na hora mudo tudo, o que geralmente irrita quem vive comigo. Isto está relacionado com o facto de passar o tempo a pensar em comida e depois dá nisto...
Mas este bolo, este bolo é muito bom! A combinação dos sabores resulta muito bem.
E há ocasiões especiais em que se comemora estarmos cá e termos uma família mesmo que muito se discuta sobre futebol e que merece um bolo à altura.



Precisamos de:
*Bolo:
- 2 cups de farinha sem fermento
- 2 cups de açúcar amarelo
- 3/4 de cup de cacau de boa qualidade
- 2 col. chá de bicabornato de sódio
- 1 col chá de fermento em pó
- 1 cup de kéfir (pode substituir por iogurte grego natural)
- 1/2 cup de óleo
- 2 ovos
- aroma de baunilha, usei Vahiné
- 1 café expresso

1. Misturar os ingredientes secos: farinha, fermento, bicabornato, açúcar.
2. Misturar os ovos numa taça à parte com a baunilha, óleo e o kéfir.
3. Misturar os ingredientes líquidos nos secos.
4. Envolver bem, raspando as laterais e o fundo da taça para que não se acumule farinha.
5. Leve a cozer em forno pré-aquecido a 180º, em forma (eu dividi a massa a meio e cozi em duas formas iguais)  untada e polvilhada com farinha e o fundo forrado com papel vegetal, por cerca de 35m.
6. Deixe arrefecer na forma 30m.

*Recheio e cobertura:
- 200g de chocolate preto de boa qualidade
- 1 embalagem de creme fraiche
- 1 col. sopa de golden syrup
- 1 col. sopa de margarina
- pistáchios e morangos para decorar

1. Leve ao lume, em banho-maria a derreter o chocolate, a margarina e o golden syrup, quando estiver a ficar derretido, adicione o creme fraiche e misture bem.
2. Deixe arrefecer um pouco, mexendo de 5 em 5m.
3. Recheie e cubra o bolo.
4. Decore a seu gosto, eu decorei com pistáchios e morangos.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Pot pies de bacalhau e umas courgetes panadas

lembro-me perfeitamente de abominar bacalhau, do quanto detestava bacalhau à espanhola que o meu pai fazia e adorava (não sei se ainda continuará a fazer), com as suas camadas de batata, cebola e louro. Mas como o bacalhau tinha bastantes ódios de estimação: ervilhas, brócolos, feijão verde, couve, repolho, cebola, ....e a lista é infindável. E hoje, anos-luz daquele tempo, pouco há que não coma, excepção feita para o feijão fradinho. E o meu pai continua a adorar bacalhau, podia comer o mesmo em todas as suas variações: bacalhau.
O bacalhau também aprendi a gostar, em pataniscas, omeletes, gratinado, com natas, em rolo, conditado,em  wraps e nestas pot pies.Com bacalhau e muitos legumes, cobertas com um biscuit feito mas que podem substituir por massa quebrada.
E a courgete, que eu tanto adoro foi panada em ovo e uma mistura deliciosa e frita.
Não se esqueçam do passatempo a decorrer aqui no Delicias, envie-nos a sua  receita de bolo infaliável, aquela que sai sempre bem.




Precisamos de:
*Pot pies de bacalhau:
- bacalhau desfiado (usei um lombo Bacalhau Dias e desfiei)
- cebola
- brócolos
- cenouras
- ervilhas
- milho
- 1/4 cup de leite
- 3 col sopa (mal cheias de farinha)
- açafrão
- massa quebrada
- um fio de azeite
- manteiga
- sal e pimenta q.b.

1. Levar ao lume o azeite e refogar a cebola bem picadinha, sem deixar queimar.
2. Cortar cenoura em cubinhos pequeninos, brócolos em floretes minuscúlos, e adicionar ambos ao refogado, deixando cozinhar em lume brando.
3. Quando estiverem a ficar cozidos, acrescente o bacalhau desfiado, milho, ervilhas, tempere de sal e pimenta e deixar cozinhar mais um pouco.
4. Coloque em ramequins, cubra com uma porção de massa quebrada, derreta um pouco de manteiga e coloque por cima da massa, leve ao forno pré-aquecido a 180º até dourar.

*Courgetes panadas:
- 1 courgete
- 1 ovo
- pão ralado
- 2 col. sopa de flocos de aveia
- 1 col. sopa de queijo parmesão
- 10 nozes
- óleo para fritar

1. Pique os flocos com as nozes, misture bem ao pão ralado e ao queijo que deve ralar.
2. Corte as courgetes às rodelas e passe cada rodela por ovo batido e por esta mistura, leve a fritar.
3. Escorra bem em papel absorvente



sábado, 1 de março de 2014

Madeleines de pistáchio e alfarroba

Na passada 5º feira tive a oportunidade de conhecer as instalações da  A Metalúrgica Bakeware Production, S.A e ficar a saber como se fazem as formas. Vim de lá impressionada com o processo pois, desconhecia-o de todo mas, especialmente inspirada pela conversa com o Pedro Cancelo, com o entusiasmo e orgulho com que fala deste negócio centenário, familiar e português. Em tempos de descrença, de crise e de pessimismo a motivação e a crença desta equipa de pessoas num negócio português cujo volume de negócios é 95% dedicado à exportação, dá-me uma alegria e um misto de tristeza pensar em tanta coisa boa, 100% portuguesa e que muitos desconhecem. Deveria ser trabalho público promover esta empresa, como tantas outras com certeza, que têm imensas famílias a trabalharem no mesmo local, pessoas que lá trabalham há 20 e muitos anos e com muito orgulho. Como o sr. Paulo que me contou que começou nesta empresa aos 17 anos, há 23 anos e não tinha qualquer especialização tendo neste momento o posto de encarregado. O brilho de orgulho nos olhos deste homem ao contar-me isto, foi algo excepcional.
Adorei descobrir o processo de fabricação das formas e gostei mesmo muito da conversa com o Pedro, e deste saber fazer tradicional com muita qualidade com que se trabalha na Metalúrgica Bakeware.
Aconselho uma visita às instalações e verem as formas que são de qualidade superior e para quem não o possa fazer, podem sempre comprar na loja online.
O Delicias associou-se à Metalúrgica e teve a sorte de poder escolher 3 formas, maravilhosas e ainda teve a surpresa de ser oferecida uma forma para fazermos um giveaway. Uma das formas que trouxe foi esta de madeleines.

As regras deste giveaway são.
- fazerem gosto na página do Delícias
- fazerem gosto na página da A Metalúrgica Bakeware Production, S.A
- partilharem publicamente o link do passatempo
- enviarem por email uma receita de bolo, simples, sem grande aparato, ou cobertura mas aquela receita infalível. Poder ser uma receita de bolo de laranja, de iogurte, mármore, limão,...
- Tem até ao dia 19 de Março, às 23:59 para enviarem a receita + foto para o email claudiaraquelpinto@gmail.com
- O vencedor será escolhido através de sorteio aleatório.
- O prémio é uma forma Savarin ondulado que será enviada para o vencedor e cujos dados: nome, morada, email e telefone devem ser enviados para mim por email.

Depois de tão grande início de post vamos à receita, umas madeleines de pistáchio e alfarroba, cujo ar delicado cativam ao primeiro olhar.



Precisamos de:
*inspirada na receita da Rachel Khoo, Little Paris Kitchen (rendeu 17 madeleines)

- 3 ovos M à temperatura ambiente
- 130g de açúcar amarelo
- 180g de farinha com fermento
- 30g de pistáchios (que devem ser triturados)
- 2 col. sopa de farinha de alfarroba
- 160g de margarina + um pouco para untar
- 10g de fermento em pó
- 80ml de leite
- açúcar em pó

1. Bater ovos com o açúcar até ficar bem volumoso.
2. Juntar os ingredientes secos: farinha, pistáchio, alfarroba, fermento.
3. Adicionar a margarina derretida aos ovos e bater bem.
4. Envolver os ingredientes secos à mistura dos ovos.
5. Levar ao frigorifico no mínimo 1h.
6. Untar a forma com margarina derretida e colocar (com a ajuda de um saco ao qual devem cortar a ponta) uma porção em cada forma de madeleine.
7. Levar a cozer a 190º 5m.
8. Desligar o forno 1m.
9. Ligar de novo o forno a 160º por 5m.
10. Servir com açúcar em pó.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Hamburguer de Atum

Há dias em que me sento aqui em frente sem saber muito bem o que escrever. É difícil gerir um blogue, saber se estamos a partilhar demais ou se não partilhamos e não há qualquer identificação connosco. É nisso que sinto mais dificuldades, saber o que partilhar.
Às vezes apetece-me dizer-vos que me irritei com os miúdos logo pela manhã porque só têm duas velocidades: devagar & ainda mais devagar; porque o mais velho gosta de rotinas claras e precisas, saber o que come à 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feiras ao pequeno-almoço e se me engano...temos o caldo entornado pela manhã. 
Mas na blogosfera tudo parece tão perfeitinho e rosa às pintinhas brancas que iria destoar.
 Nem sempre ando de sorriso na cara, por vezes, e especialmente se o meu início da manhã corre mal, ando carrancuda. Não sou perfeita ou cor de rosa às pintinhas brancas, sou tantas vezes cinzenta e em relação a isto da maternidade tenho tantas, mas tantas dúvidas. Não faço ideia do que os meus filhos pensarão acerca da mãe mas, espero que um dia, bem mais tarde, percebam que o meu lema é sempre "fazer hoje melhor que ontem", em relação a tudo na vida. 
Adoro cheirar-lhes o pescoço, dar-lhes beijos e abraços apertados, mexer-lhes no cabelo, ouvi-los respirar quando adormecem, o ritual de contar a história antes de dormirem e o "adoro-vos muito, durmam com os anjos e bons sonhos" que antecedem a hora de dormir. Digo-lhes "adoro-te" pela manhã e pela hora de dormir não suceda o caso de se esquecerem disso. E digo sempre que é um segredo ao que o pequenino responde: "toda a gente sabe, mamã".
E os momentos perfeitos são estes, estes pequenos "nada", só aí a vida é cor de rosa às pintinhas brancas...
E nisto de ser mãe, a comida é um grande busílis, temos como dever educá-los no acto de comer ou correremos o risco de serem como eu, que (quase) nada comida até já ser bem grande. Damos, experimentamos, damos-lhes a conhecer, a provar. Habituamos os miúdos a veresm aqueles ingredientes no prato. Não hão-de comer à primeira, nem à segunda e tão pouco à terceira mas hão-de comer.
Neste caso, um hamburguer de atum, um simples hamburguer de atum servido em pão, com batata doce assada e a vida é cor de rosa às pintinhas brancas.



Precisamos de:
- 1 lata de atum
- 2 col. sopa de milho
- 1 ovo
- 4 col. sopa de mistura de pão (pão, flocos de aveia integrais e alho - triturar)
- tomilho
- sal e pimenta q.b.
- queijo (usei Convento)
- 1 col. sopa de maionese
- molho sirracha

1. Triturar um pouco o milho (na B. vel. 5,7, 9 uns segundos)
2. Misturar tudo, excepto a maionese, o queijo e o sirracha e moldar pasteis sem espremer demasiado.
3. Levar a fritar num pouco de azeite ou então pode levar ao forno, com um fio de azeite a 180º
4. Misturar a maionese com o molho sirracha.
5. Colocar o queijo no pão, hamburguer e molho sirracha.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

zuppa de valpelline

Mesmo quem não goste do famoso Jamie Oliver ou até da Nigella (embora, de patamares diferentes), é impossível ficar indiferente à adoração que ambos nutrem pela comida, à forma entusiástica como falam da mesma. É contagiante. E ambos, fazem com que cozinhar pareça um acto tão simples, fácil, e mais do que isso, acessível a todos. Essas são, quanto a mim, as maiores transformações que fizeram ao nível do acto de cozinhar. Toda a gente que os vê, acaba por ficar com vontade de começar também a cozinhar, a deixar-se de pizzas congeladas porque afinal isto é fácil e parece delicioso. 
Não tem qualquer livro do Jamie mas sou sua fã, tudo o que tenho é uma revista, anual, que traz cerca de 200 receitas, todas elas fantásticas. Esta zuppa de valpelline também lá estava e eu não resisti a replicar, com algumas alterações, claro!



Precisamos de:
- acelgas
- repolho
- agua
- louro
- sal e pimenta
- fatias de pão de preferência de véspera
- queijo comté
- queijo parmesão
-salva
- um pouco de harissa
- 1/2 cebola
- um fio de azeite

1. Lavar e cortar acelgas em repolho em tiras e depois em pedaços.
2. Escaldar por uns minutos, numa panela com água, sal, louro e pimenta.
3. Coar os legumes mas reservar a água.
4. Cortar a cebola em pedacinhos, assim como algumas folhas de salva e levar a refogar em azeite, ambos, sem deixar queimar.
5. Adicionar os legumes, a harissa e mexer um pouco deixando que tomem gosto.
6. Num recipiente que possa ir ao forno, coloque fatias de pão, finas (usei baguette), alguns legumes, regue com a água de cozer, de novo pão, legumes, caldo, termine com pão, folhas de salva e queijo ralado.
7. Leve ao forno a 180º até o pão dourar.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Bolo de maçã com molho toffe

Estive sem net, telefone e tv desde sábado de tarde. Meu deus! Só damos valor às coisas quando não as temos. O que senti mais falta foi mesmo ver TV. 
Enfim, digamos que andamos por aqui um pouco azarados, algo se estraga, deixa de funcionar, confusão com entidades, enfim...daqueles incidentes que não conseguimos controlar. Nada de grave. Grave é uma doença, um acidente de carro, alguma intempérie. O resto resolve-se, ou nas palavras da Catarina "A vida resolve-se sozinha".
Por cá aproveitamos o dia de Sol de ontem, os miúdos brincaram no parque, andaram de bicicleta e comemoramos 13 de felicidade. Nada de extraordinário, só o facto de estarmos juntos, de haver Sol. Pouco mais precisamos. É nos pequenos "nada" que está tudo!
No sábado jantamos sushi, a pedido dos pipocas, e à noite fomos tomar café a casa de uns amigos. Ficámos de levar bolo e este foi o bolo escolhido. Ficou horroroso! Fui apressada, não deixei o bolo arrefecer na forma, como deveria mas a pressa de apanhar a luz natural fez-me ser precipitada e o bolo ficou horrível e a foto também. Toma lá para aprenderes a ser paciente! A impaciência é um dos teus maiores defeitos!!!
Mas não queria, apesar de me custar horrores postar esta foto, deixar de publicar esta receita. Fez sucesso, mesmo sendo o bolo feio e tosco.



Precisamos de:
- 3 maçãs pequenas
- 1/2 cup de margarina
- baunilha
- 1/4 de iogurte grego natural
- 1 + 1/2 cup de farinha com fermento
- 1 col. chá de fermento em pó
- 3 ovos

1. Bater a margarina com o açúcar.
2. Adicionar as gemas de ovo, uma a uma batendo sempre entre cada adição, e as sementes da vagem de baunilha.
3. Acrescentar o iogurte e a farinha e o fermento peneirados, envolvendo.
4. Bater as claras em castelo até ficarem volumosas e envolver na massa do bolo.
5. Acrescentar as maçãs, que devem ser descaroçadas, descascadas e cortadas em pedacinhos e envolver na massa.
6. Levar a cozer em forno pré aquecido a 180º e em forma untada e polvilhada, por cerca de 40m.
7. Deixar desenformar na forma e quando colocar o bolo no prato, regar com molho toffee, generosamente.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Bolachinhas de limão e água de rosas

No outro dia falava com uma amiga sobre isto dos blogues, das visualizações. Qual a importância que tem na nossa vida, o blogue? Na minha, muita, dedico-lhe muitas horas, muito carinho muitos cliques. Mas faço-o por mim, o blogue foi sempre desde o início feito sem ânsia de números, sem pressa (ou desejo) de chegar às X visualizações. Se o faço sem intenção? Não, tenho intenção de partilhar. Claro que, sempre que recebo um comentário sinto-me nas nuvens, é sinal que lêm, vêm o que eu publico. Mas nem sempre tenho noção de quem me lê. Fico sempre surpreendida quando me dizem que o conhecem. 
Também não sou de modas, aliás sou teimosa, muito teimosa, só publico o que quero, cozinho o que desejo, não vou em modas. Sou assim mesmo como pessoa, é difícil levarem-me a fazer o que não quero. 
Há dias li uma pergunta num blogue que gosto muito " o que torna um blogue especial?" A minha resposta é: quem o escreve. O facto de serem reais, não há vidas rosa, há vidas cinzentas, escuras, pretas. Há dias dificeis em que pouco podemos escrever de positivo. Há dias em que pouco dormimos, os miúdos estão ranhosos e a nossa cara metade acordou virada ao contrário. Em que a roupa não secou e está há dias na corda, o gato andou a "esfanicar" o amor perfeito e vomitou na sala. Há dias em que os miúdos se pegam constantemente um com o outro desafiando a nossa paciência. Em que não querem comer os legumes, fazem fitas à mesa. Em que estão eles sem paciência, e nós também. E nesses dias não me apetece escrever coisas bonitas, aliás, nada de bonito me vem à memória. E por isso, ou não escrevo ou pouco digo. Há dias assim...
E em dias "não", vou para a cozinha, e de lá saio sempre com um sorriso e desta vez com umas bolachinhas para os meus meninos.



Precisamos de:
-1 cup de margarina
- 3/4 cup de açúcar
- raspa de limão
- água de rosas
- 3 cups de farinha com fermento
- 30ml de leite
- 1 gema + 1 ovo

1. Bater margarina com açúcar (na B. vel. 4, 2m).
2. Adicionar o ovo e a gema e bater mais um pouco (na B. vel. 4, 1m).
3. Acrescentar a farinha, água de rosas, raspa de limão e leite e bater (na B. vel. 4, 2m).
4. Levar a refrigerar 1h.
5. Esticar a massa numa superfície polvilhada com farinha.
6. Cortar a massa como desejar e levar a forno pré-aquecido a 200º até dourarem.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mousse de batata doce, cumaru e chocolate banco

Funciono, definitivamente melhor com o Sol. Hoje acordei e está de novo a chover! Inevitavelmente, sairão do meu forno umas bolachinhas. Dia de chuva lembra bolachas, bolos e bolinhos, chá quentinho e manta nas pernas.
Não ficarei todo o dia no sofá, tenho um dia ocupado hoje, mas farei as bolachinhas para levar para a escolinha para os meus meninos. E o forno encherá a casa com aquele cheirinho maravilhoso de bolachinhas acabadinhas de fazer.
Penso muito em comida, demais, não sei bem a imagem física que farão de mim. (LOL) E ultimamente têm saído muito coisa boa cá no "estaminé". As ideias são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.
E temos de aproveitar enquanto as temos. Nem sempre temos momentos de inspiração mas quando os temos, temos mesmo de aproveitar e meter a mão na massa e se correr mal, na próxima correrá melhor. Temos sempre de tirar uma lição de tudo na vida, há sempre alguma coisa quanto mais não seja, descobrimos o que fizemos de errado.
Esta receita foi inspirada aqui, fiz umas adaptações e ficou realmente delicioso.



Precisamos de :
- 115g de puré de batata doce
- 75g de chocolate branco
- 100ml de natas 35%
- cumarru
- 3 bolachas digestivas
- cacau em pó

1. Derreter chocolate com o puré de batata doce.
2. Bater as natas até ficarem volumosas e espessas, ralar um pouco de cumaru para aromatizar as natas.
3. Envolver o puré de batata e chocolate branco com as natas, envolvendo bem.
4. Triturar as bolachas digestivas (não completamente, para ficarem com pedacinhos) e colocar no fundo de cada taça uma porção.
5. Adicionar um pouco do creme por cima das bolachas, cuidadosamente e polvilhar cacau em pó por cima.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Bolinhos escoceses de maçã e coco

No ano passado era sagrado: sábado = panquecas ao pequeno almoço, seguido de uma visita ao mercadinho. Este ano as rotinas alteraram-se, o mais pequeno tem catequese às 10.15, o mais velho aula de música às 9.15. Lá se foi a nossa deliciosa rotina de sábado de manhã.
A semana passada, levantei-me bem cedo e fiz estes bolinhos escoceses para o miúdo e o pai comerem ao pequeno almoço. Valeu a pena ver o pipoca tão bem disposto a um sábado de manhã.
A receita retirei-a daqui mas alterei um pouco.



Precisamos de:
- 225g de farinha com fermento
- 1 col. chá de fermento em pó
- 115g de manteiga (usei com sal)
- 70g de açúcar
- 1 ovo
- 1 maçã pequena
- 2 col. sopa de coco ralado
- um pouco de leite

1. Com as mãos, adicionar a manteiga à farinha, juntando com as pontas dos dedos até se assemelhar a um crumble.
2. Adicionar o ovo, o açúcar e descascar a maçã e ralar, adicionando ao preparado e o coco.
3. Misturar bem e adicionar um pouco de leite para ajudar a ligar a massa.
4. Colocar a massa numa superfície enfarinhada e esticar a massa, deve ficar com cerca de 2cm de altura e cortar.
5. Colocar um pouco de manteiga a derreter numa frigideira antiaderente  e adicionar cada bolinho, deixando-o cozinhar em lume brando, alguns minutos de cada lado.
6. Servir com golden syrup.