sábado, 11 de outubro de 2014

Wrap de couve-flor ou um fast food alternativo

A Maria tem lá no estaminé dela o Desafio Saudável e, durante semanas foi-nos mostrando receitas de diferentes autores, na sua versão saudável e ainda assim super interessantes e fáceis de executar. Eu gosto desta miúda, gosto da forma como escreve e da sua personalidade e do seu enorme coração. Por isso não poderia deixar de participar. Demorei tanto tempo a dizer-lhe que gostava de participar por timidez e afinal teria sido tão fácil. Não deixem de a ler porque vale mesmo a pena.

Tenho as minhas ideias sobre como educar uma criança em relação ao que come.Em relação aos meus filhos sou um pouco tirânica, dirão alguns. As “coisas verdes” estão sempre no prato. Podem não comer hoje, nem amanhã mas, habituar-se-ão a vê-los no prato e que fazem parte da nossa dieta. Assim como as leguminosas. É assim desde pequenos. Fui aumentando, ao longo dos tempos, a lista de ingredientes com que cozinho. Descobrindo outros legumes, outros peixes, outras leguminosas. Por cá há couscous, quinoa e boulgour, grão, feijão e lentilhas, feijão azuki e espargos, kale e beldroegas e tantas coisas mais. Há de tudo, há lugar para tudo. Por vezes torcem o nariz, perguntam muitas coisas, reclamam também. Faço “ouvidos de mouca”.Decretei há muito tempo a segunda-feira vegetariana. E, eles adoram um bom dahl, caril de batata doce e chilli vegetariano. Ontem mesmo, foi dia de “almôndegas” vegetarianas ou uma versão foleira dos falafel. E o que trago hoje é um fast food vegetariano que é tão bom e saudável, perfeito para a marmita, para as segundas-feiras vegetarianas e até, só porque sim.Cá por casa, continuará a tirania da mãe que cozinha sempre coisas diferentes e a quem nunca faltam legumes.



Precisamos de:
- 150g de couve-flor
- 1 dente de alho
- 1 col. Chá de harissa
- ½ cenoura ralada
- 2 col. Sopa de milho
- tomate cherry
- azeitonas
- salsa
- malagueta
- sal e pimenta
- azeite

1.Colocar a couve-flor no processador até ficar numa espécie de migalhas.
2. Saltear o alho no azeite com a harissa, acrescentar a couve-for e temperar de sal, pimenta e deixar cozinhar em lume brando.
3. Aquecer o wrap.
4. Adicionar o milho e a cenoura ralada à couve-flor e deixar cozinhar 2m.

5. Colocar esta mistura por cima do wrap, adicionar salsa e malagueta picadas, azeitonas picadas e os tomates cortados a meio.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"almôndegas" vegetarianas

falafel falsificado ou croquetes vegetarianos? Não sei! Os pipocas chamaram-lhes "almôndegas vegetarianas por isso suponho que, é assim que lhes devo chamar. Ficaram tão boas que foram devoradas umas atrás das outras e eles, até pediram para fazer disto nas festas. É bom sinal. Mais uma vez, o dia vegetariano foi um sucesso. É bom que assim seja para que eles aprendam a comer de tudo, a experimentar de tudo. Têm direito à  sua opinião mas devem aprender a experimentar. É maravilhoso quando nos deixamos surpreender. Pela comida, pelos amigos, pela família, pela vida. As portas devem estar sempre abertas. Fechar é negar a nós mesmos uma hipótese.
Neste dia fiz estas "almôndegas", umas batatas assadas e recheadas e ainda esta receita da maravilhosa Marmita. Ai, quem me dera a mim um dia fotografar como a Marmitinha...

(A foto está horrível, peço desculpa, não ilustra nem faz justiça à maravilha que é esta receita mas fotografar à noite é do pior )



Precisamos de:
*"Almôndegas" vegetarianas:
- 150g de feijão branco cozido e escorrido
- 70g de ervilhas
- sal, pimenta q.b.
- 2 dentes de alho
- 35g de cebola
- 60g de milho
- 1 col. sopa de maizena
- 1 col. sopa de farinha de araruta
- 3 col. sopa de flocos de aveia

1. Triturar tudo (na Bimby vel. 5-7-9 uns segundos).
2. Levar ao frigorífico 1h.
3. Moldar bolas e fritar em óleo bem quente.

*Batata doce recheada:
- 2 batatas doce grandes
- 2 fatias de queijo gouda
- 1 col. sopa de salsa
- 1 fio de azeite
- 1 malagueta
- 2 dentes de alho
- sal q.b.
- 1 col. chá de mostarda

1. Lavar as batatas, picar com um garfo e envolver em papel de alumínio e levar ao forno 40m, a 220º (ou até notar que está cozida).
2. Esmagar alho, sal, malagueta e salsa e emulsionar com azeite e mostarda.
3. Desembrulhar cuidadosamente cada batata, pode queimar, abrir uma brecha em cada batata e colocar a pasta emulsionada e o queijo e levar ao forno mais 3m, até o queijo derreter.

Nota: Farinha de araruta é um espessante vegan mas podem substituir usando apenas maizena.
Da próxima vez, experimento fazer no forno para uma versão mais saudável.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cobbler de fruta

O Outono chegou de vez. Tem estado chuvoso por aqui, muito vento e as árvores a dançarem ao som do mesmo. A casa enche-se com o cheiro a marmelos que esperam a sua vez, pacientemente, para serem transformados em marmelada e geleia. Já se fez doce de abóbora e na fruteira já figuram as romãs e a abóbora butternut.
Chegaram as primeiras constipações, a tosse que se ouve no silêncio da noite e os  miúdos ranhosos.
Já se bebe chá à noite e leite quente com mel.
As mudanças da Natureza afectam o nosso estado de espírito e o Outono indica um certo recolhimento, voltar aos pratos "comfort food" como os guisados, pratos de forno, as sopas fumegantes. As sobremesas vão mudando, deixamos de comer semifrios e passamos aos bolos da época, de maçã, cenoura, abóbora, as tartes e os pães voltam a ter lugar no forno. Assim é a vida, este tempo de renovação, do preparar para o Inverno que há-de chegar.
Por isso, quando neste fim de semana tivemos almoço de família, com uma mesa cheia de gente à volta do cozido à Portuguesa, achei que as sobremesas desse dia deveriam ser a tarte tatin e um cobbler de fruta. Ambos servidos com gelado de baunilha e fizeram as delicias da família.

Não se esqueçam do Workshop de Saladas de Outono a decorrer sábado, dia 11 pelas 10h30 no maravilhoso espaço Work It no Porto.

Passatempo a decorrer: Chá das 5, com um cabaz da Miminhos do Paraíso como prémio, até dia 31 espero as vossas receitas para o chá das 5.



Precisamos de:
*Recheio:
- 2 maçãs
- 150g de mirtilos (usei congelados)
- 50g de framboesas (usei congeladas)
- 1 pau de canela
- anis
- 1/4 açúcar amarelo integral
- 1 col. chá de amido de milho

1. Juntar tudo e levar ao lume brando uns minutos. Descartar pau de canela e anis e colocar a fruta numa tarteira. Deixar ficar aí 30m.

*Crosta:
-1/2 cup de farinha
- 1 col. chá de fermento em pó
- baunilha
- 1/4 de açúcar
- 2 col. sopa de leite
- 1/4 de manteiga bem fria

2. Misturar tudo com as mãos até estar uma massa homogénea, sem trabalhar de mais a massa.
3. Estender a massa, cortar a gosto (eu cortei com cortador em forma de estrela) e colocar por cima da fruta.
4. Levar a cozer a 180º por cerca de 25m (até a massa dourar).
5. Servir morna com gelado.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

thai spiced pasta

A hora do almoço é, para mim, todo um conjunto de possibilidades.
Quero dizer que, é quando entro em modo "experiência" e laboratório com a comida, essencialmente vegetariana. E confesso que é a refeição que me sabe melhor. São geralmente refeições simples, rápidas e com ingredientes acessíveis a qualquer um. As boas "experiências", aquelas que dão um bom resultado são as que ganham o direito a ser transcritas no caderninho de receitas. As outras depressa são esquecidas, trocadas por novos planos.
Esta massa, leva poucos ingredientes e é tão, mas tão saborosa.
Tive uma grande ajuda a fazer o molho, a Pyrex gentilmente ofereceu-me  um copo misturador tipo daqueles usados em laboratório, espécie de pipeta que é fabuloso para misturar / emulsionar molhos. É muito útil e para além de agradecer à Pyrex aconselho-vos a aquisição de um destes.

Não se esquecem que dia 11 de Outubro haverá workshop de Saladas de Outono na Work It, Porto pelas 10h30, gostava muito de vos ver por lá.

E há passatempo a decorrer pelo facebook: Chá das 5 com um cabaz muito bom dos Miminhos do Paraíso, como prémio.



Precisamos de:
- 4 col. sopa de óleo
- 2 col. sopa de óleo de amendoim
- 1 vagem de malagueta (daquelas pequeninas e hiper picantes)
- 1 dente de alho
- 2 col. sopa de molho de soja
- 2 col. sopa de mel
- 1 ovo cozido
- salsa picada
- mistura de frutos secos picados
- massa a gosto (usei esparguete)

1. Cozer a massa al dente, em água e sal. Cozer o ovo simultâneamente.
2. Levar ao lume o óleo, o óleo de amendoim, a vagem de malagueta, partida a meio e o dente de alho.
3. Deixar ferver 2m e desligar.
4. Deixar arrefecer um pouco.
5. Colocar esta mistura no copo, adicionar o mel e o molho de soja, tapar e emulsionar, abanando o copo.
6.Descascar e picar ovo, escorrer esparguete, envolver no molho.
7. Misturar a salsa e os frutos secos.


domingo, 5 de outubro de 2014

Tarte tatin (com cardamomo e pimenta rosa)

A minha irmã está cá, de visita. A minha querida mãe mandou por ela, um quilo de feijão verde, daquele redondinho e fininho que eu tanto adoro. É daquelas coisas de mãe, como o casaquinho do outro que ganhou o euromilhões. Mãe é mãe, e a minha arranja sempre forma de eu ter por cá um bocadinho dela. Em pequeninas coisas, eu gestos pequenos mas que mostra sempre que sabe o que me faz feliz e que geralmente são coisas pequenas.
A minha mãe é assim, nunca se esquece.
Sinto muito a falta dela, no dia-a-dia, nessas coisas pequeninas. E nas grandes também.
A minha irmã compra-me mil e uma coisas que lhe peço e que cá encontro dificilmente. Nunca resmunga mesmo se lhe peço para comprar coisas das quais nunca ouviu falar (o que acontece quase sempre).
E o meu pai...o meu pai é o meu pai. Anda a deixar-me preocupada ultimamente mas do seu jeito, daquele jeito que só ele sabe ser, tem um coração do tamanho do mundo e move montanhas pelas filhas. Sempre foi e será o nosso maior defensor.
Às vezes gostava de carregar num botão e ser teletransportada para perto deles nas horas piores. E outras vezes não, apetece-me ficar só. Os altos e baixos da vida são uma constante mas os baixos são mesmo do pior. Tenho para mim que os pais cuidam sempre dos filhos mas, infelizmente, com esta crise maldita cuidam e ajudam ainda mais quando os filhos já são bem grandes e já eles mesmos têm filhos. Como se de repente se vissem numa situação em que os filhos precisam tanto ou mais deles do que quando eram pequenos.
Os meus são de certeza, os melhores pais do mundo. E tudo o que eu quero é dar-lhes boas novas, tê-los com saúde e por perto, por muitos anos.
A minha mãe não gosta de doces (excepto bombons Serenata de Amor, gelados Magnum e mil folhas) e por isso deixo-vos a receita de uma das sobremesas que o meu pai mais gosta: tarte tatin.



Precisamos de:
- 2 maçãs golden
- 1/4 açúcar
- raspa de limão
- 5 vagens de cardamomo
- pimenta rosa
- 1 col. chá de manteiga
- flor de sal
- uma placa de massa folhada

1. Levar o açúcar ao lume com a raspa de limão, cardamomo e pimenta rosa.
2. Quando ficar dourado, derretido, retirar o cardamomo, acrescentar a manteiga e a flor de sal.
3. Colocar por cima do caramelo as maçãs descascadas e em fatias finas, deixar cozinhar um pouco em lume brando
4. Picar a massa folhada e cobrir cuidadosamente as maçãs.
5. Levar ao forno, pré-aquecido, por 20m a 200º (até dourar) a frigideira onde fez o caramelo e onde agora há a tarte tatin.
6. Servir com gelado de baunilha ou, como eu gosto, com uma porção de creme fraiche.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Caracóis de canela e gengibre (vegan)

O sr. meu pipoquinha, andava há uns dias a pedir-me para fazer rolinhos de canela, como o irmão come quando vai ao Ikea. 
Eu não lhe resisto porque, não há vez alguma que lhe faça algo e que ele não agradeça. Daquela forma amorosa e querida e que envolve um abraço do tamanho do mundo.
Por vezes pede-me coisas impossíveis, tipo omelete (sem ovo). Já sei que dá para fazer com tofu, já investiguei mas não é o mesmo que uma omelete.
O meu pipoquinha às vezes prega-me umas belas partidas e oferece-me em troca umas noites mal dormidas em que acordo tipo zombie, como ontem. Passou a noite cheio de febre, por isso, por cá já se contam três baixas de Outono: o Gabe, o André e até o Benny. Palpita-me que o Inverno não será fácil.
Experimentem estes caracóis de canela e gengibre, cá por casa fizeram sucesso e, a partir de agora, só se come destes.



Precisamos de:
- 3 cups de farinha tipo 65
- 1 cup de leite de aveia
- 1/4 cup de óleo de coco
- fermento fresco
- flax egg (1 col. chá de sementes de linhaça, 3 col. chá de água morna, mexer bem e levar ao frigorífico 1m).
- 2 col. açúcar de açúcar integral
- um pouco de sal
- canela e gengibre cristalizado

1. Levar o leite ao lume e quando borbulhar, adicionar o óleo de coco, mexa bem.
2. Deixar que fique morno e adicionar o fermento. Misture até se desfazer e deixar actuar 10m.
3. Adicionar flax egg, farinha, açúcar e sal e misturar bem. Amassar cerca de 10m até a massa estar bem homogénea.
4. Deixar levedar 45m coberto por um pano húmido.
5. Estender a massa, pincelar com um pouco de gordura, poderá usar óleo, azeite, eu usei óleo de coco. Polvilhar com canela e gengibre cristalizado.
6. Enrolar e cortar em porções semelhantes.
7. Untar cada forminha de queque, colocar cada porção de massa e deixar levedar cerca de 20m.
8. Levar a cozer a 180º.
9. Se desejar pincelar com glacé depois de cozidos (açúcar em pó com sumo de limão).

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Pudim de pão de ló

Hoje o blogue da Lúcia faz anos e eu, quase em cima da hora, não poderia faltar à celebração.
Ela é uma das pessoas mais queridas e humildes que por aí andam, numa blogosfera que noto, cada vez mais individualista. Tem sempre um comentário simpático, um "gosto", ela está sempre lá. E, a pessoas destas, boas, sinceras, humildes só podemos desejar-lhes o melhor e reconhecer a sua dedicação, o seu trabalho mas, acima de tudo, o facto de se manterem fiéis a si mesmo.
E para ajudar na festa trouxe algo que é recorrente. É baseado no English Bread Pudding mas eu adapto ao que tenho: sobras de bolo, de pão de ló, queques, croissants. Faz-se num instante, é super económico e toda a gente gosta.
Espero que também tu, minha querida gostes e que continuemos  celebrar juntas por muito tempo.



Precisamos de:
- 150g de pão de ló
- 150ml de iogurte grego natural
- 150ml de leite
- 1 ovo
- 2 col. sopa de açúcar (mal cheias)
- molho de chocolate

1. Untar um pyrex com manteiga.
2. Desfazer em pedaços, com as mãos o pão de ló.
3. Misturar ovo, açúcar, iogurte e leite e bater um pouco com uma vara de arames.
4. Verter esta mistura por cima do bolo.
5. Levar ao forno a 180º até cozer.
6. Quando estiver cozido, regar com molho de chocolate.

domingo, 28 de setembro de 2014

Bolinhos de cerveja preta, pêra e alfarroba

Gosto de ler e de saber a opinião dos outros.
Tenho a minha, influenciada pela minha personalidade e pela minha forma de estar na vida.
Sou de extremos: quando gosto, gosto muito e quando não algo não me cai bem, dificilmente mudarei de opinião.
Tenho a minha quota parte de desencantos, de desilusões, de desgosto e, quando julgava estar numa fase da minha vida em que isso dificilmente acontece, por vezes ainda levo umas bofetadas sem contar. Com a idade aprendi a dar às coisas, a importância que elas têm. 
No outro dia lia algures a opinião sobre o serviço nacional de saúde e, quanto a este, também tenho a minha opinião. Tenho a sorte de ter uma médica de família cinco estrelas, que me conhece pelo nome, apesar de ter 5000 doentes como eu. Tenho a sorte de ter, a tratar dos meus filhos há seis anos e meia, uma médica, do hospital público com quem tenho uma relação de proximidade e, a quem, posso ligar quando ficam doentes, quando as alergias pioram e para partilhar dúvidas e receios, para revelar os resultados dos exames e até, para por vezes ouvir uns sermões. Sou uma sortuda, talvez! Tenho tido a sorte de me rodear de pessoas, poucas, que se interessam por mim e pelos meus.
No meio de tantas idas ao hospital, tantos exames tenho a sorte de ter a doutora Susana, a doutora Ana, a enfermeira Joana e até as auxiliares que nos recebem sempre de sorriso nos lábios no hospital. E, um sítio difícil, torna-se num sítio tão mais fácil devido ao profissionalismo, dedicação, sorriso e simpatia de todos estes seres com que nos cruzamos.
Sou uma sortuda e os meus também. 
E para celebrar as coisas boas, que também as há, todos os dias mesmo que pareçam insignificantes, aqui deixo uma das melhores receitas dos últimos tempos.



Precisamos de:
*6 mini bolinhos

- 2 col. sopa generosas de manteiga com sal
- 2/3 de cup de açúcar mascavado escuro
- 1 col. sopa de alfarroba
- 1 cup de farinha
- 1 col. chá de fermento (usei Vahiné)
- 2/3 de cup de cerveja preta
- 1 ovo
- 1 pêra descascada e cortada em cubinhos

1. Derreter a margarina.
2. Bater o ovo com o açúcar e, reservar um pouco do açúcar para polvilhar as formas.
3. Peneirar farinha, fermento e alfarroba.
4. Adicionar os restantes ingredientes e misturar bem.
5. Untar cada forminha, polvilhar com açúcar e colocar pedacinhos de pêra.
6. Adicionar cuidadosamente a massa e levar a cozer a 170º cerca de 15m.
7. Servir com creme fraiche ou iogurte grego natural.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

brownies de nesquick

Há dias em que acordamos tão bem dispostos e os outros estragam-nos o dia.
E nesses dias, o melhor é contar até 10, esvaziar a cabeça e concentrar em coisas boas.
Nunca entendi que gozo dará em darmos cabo do dia de outrém. Só pode ser uma costela de sadismo a revelar-se. Que ganho eu com o mal dos outros? Rigorosamente nada a não ser, se tivermos consciência, um enorme peso na mesma.
Não vou dizer que sou daquelas pessoas que acredita piamente no destino e que acha que todas as provações servem para um fim. Por vezes, sabemos de casos em que as provações são tantas que não há fim que se compreenda. E aí, não sei bem qual será a justificativa para as coisas más a ser usada. A verdade é que, a vida é feita por ciclos e os que são bons, são realmente bons mas os que não são, vergam.nos perante as adversidades e quebram parte do nosso espírito pelo caminho pelo tempo que demoram a passar. E nessas alturas temos de viver um dia de cada vez, uma hora de cada vez, sem nos concentrarmos nas coisas más que se instalaram no nosso percurso.
Não é fácil, não é indolor, não é sereno, é feito de muitas lágrimas, muita angústia, muitas noites assoladas por pensamentos constantes que não se conseguem desligar. Não sou boa conselheira, se o fosse talvez as minhas noites fossem mais calmas e serenas.
Se há algo que a vida me tem ensinado é a viver um dia de cada vez porque tudo é muito efémero, o que existe hoje poderá não existir amanhã.
Estes brownies fizeram parte do lanche de domingo, com os nossos amigos, aqueles que são desde há muitos anos, parte da nossa família. Aqueles com quem podemos contar e que podem contar connosco, sempre.



Precisamos de:
*adaptada da receita Standby Brownies da Donna Hay

- 150g de margarina
- 1 cup (mal cheio) de açúcar amarelo
- 1/2 cup de nesquick
- 1 col. café moído
- 3 ovos
- 1/2 cup de farinha com fermento (peneirada)
- açúcar em pó

1. Levar ao lume o açúcar, margarina e o nesquick mexendo sempre até derreter de forma homogénea (lume brando).
2. Bater um pouco os ovos, apenas para quebrar, com a vara de arames.
3. Deitar a margarina derretida em fio, batendo sempre com a batedeira.
4. Envolver café e farinha.
5. Levar a cozer em forma forrada com papel vegetal, em forno pré - aquecido a 160º por 30m.
6. Deixar arrefecer e polvilhar com açúcar em pó.
7. Servir em boa companhia.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

empadão de quinoa, peixe e legumes

Tenho muita sorte de ter uns miúdos que comem uma grande variedade de comida. Não estou a ser sincera, não é só sorte, já o disse. Desde pequenos que insisto com pequenas coisas, os legumes estão sempre no prato, Se não comem hoje, hão-de comer amanhã. E tem resultado! A verdade é que também damos o exemplo, comemos todos o mesmo.
A questão da alimentação é muito contraditória, hoje há algo que é maravilhoso para a saúde, um anos depois há relatórios que dizem que essa mesma coisa, supostamente maravilhosa, afinal é prejudicial. Cada vez mais me convenço que devemos comer sazonalmente, o mais natural possível, e fazermos em casa o máximo de alimentos que pudermos como o pão, os iogurtes e até os leites alternativos (de aveia, amêndoa, soja...). Devemos frequentar mais os mercados e comprar directamente aos agricultores as maçãs feias que sabem a maçã, o feijão verde mais torto e as alfaces mais pequenas e tenras. Chegamos a um ponto em que é difícil sabermos ao certo o que nos faz bem.
Por mais que tentemos ter uma alimentação correcta e saudável torna-se difícil na hora de escolher o que comprar. 
Na questão do peixe, os meus filhos como (quase) toda a gente preferem peixe frito e nisso tento variar. Ando sempre em busca de novas receitas, a experimentar. Desta vez fiz um empadão que em vez de batata leva quinoa, leva peixe e um puré de legumes.



Precisamos de:
- quinoa (cozida e no final temperada com água e sal)
- lombos de peixe
- cebola
- azeite
- sal e pimenta
- macedónia de legumes (usei congelada)
- 2 dentes de alho
- 60g de cornflakes (sem açúcar)
- meio pão (de mistura)
- oregãos
- 2 col. sopa de flocos de aveia
- 250 ml de molho de tomate (usei caseiro)
- 200ml de natas de espelta Dinkel Cuisine (Sovex)

1. Desfazer o peixe em lascas e refogar a cebola e em azeite, deixar que cozinhe um pouco.
2. Adicionar o peixe lascado, temperar e deixar cozinhar um pouco.
3. Saltear a macedónia de legumes (usei uma com ervilhas, alcachofra, favas, feijão verde, cenoura e nabo) em azeite e temperado com sal e pimenta e alho. Triturar.
4. Triturar o pão, os flocos e os cornflakes, os oregãos e um dente de alho. Reservar.
5. Misturar o molho com as natas de espelta.
6. num pyrex untado com azeite colocar a quinoa, por cima o peixe lascado, o puré de legumes e regar com o molho de tomate.
7. Polvilhar com a mistura de pão triturado e levar ao forno a 180º até dourar.