terça-feira, 3 de março de 2015

Cannelle de Bourdeaux

Tenho o hábito de fazer projectos mentais. Coisas que quero fazer, coisas que quero ver, coisas que quero provar, coisas que quero experimentar. Faço listas mentais para...quando puder. ´
É um hábito muito antigo. Lembro-me de há muitos anos, quando os meus pais tiveram graves problemas monetários de rezar, de joelhos ao pé da cama e, pedir a Deus um milagre: que o meu pai ganhasse o Totoloto. E com o dinheiro iríamos só poder viver. Sem angústia, sem roupa que veio de primos da prima do primo, em quarta mão, com dinheiro para podermos ir ao cinema, sem sentirmos que o mundo desabfa por cima da nossa cabeça.
Claro que, agora, muitos anos depois, percebo que seria um verdadeiro milagre ele ganhar no Totoloto pois ele não jogava. 
O almejado dinheiro do Totoloto nunca chegou. Chegaram outros caminhos, difíceis, muito difíceis que todos tivemos de atravessar. Mas, lembro-me que também nessa altura guardava catálogos, recortes com o que iria comprar. 
As listas mentais vêm desde esse tempo.
É algo inato, não consigo deixar de o fazer. Talvez seja ingenuidade. Muitas das coisas dessa lista são coisas que dificilmente verão a luz do dia. 
É a minha forma de levar os dias menos bons, os tempos mais difíceis. É a minha forma de manter a esperança e a serenidade.
Uma das coisas da minha lista era provar os cannelle e os religieuse, in loco, em França. Provei ambos mas confesse que os cannelle me desapontaram. Fiquei sempre com a ideia que talvez tivesse tido azar. Tinha a receita apontada há muito, tirei de uma revista do Marabout Chef. Entretanto vi a receita no site da nossa talentosa Marmita (admito que é das bloggers que mais aprecio, a conjugação fotos / receitas  é de suspirar) e pensei que deveria parar de adiar. 
Escusado será dizer que não vos deixará arrebatados como me deixou ver esta receita na página da Marmita mas, mudou a minha opinião sobre as cannelle, afinal eram tal e qual eu tinha imaginado.
Eu não deixei ficar a repousar 24h, reduzi o tempo para as 12h e usei Malibu em vez de rum.




Precisamos de:
- 150ml de leite
- 25g de manteiga sem sal (usei Paiva) aos cubos amolecida - deixe fora do frigorífico
- 1 vagem de baunilha
- 50g de farinha
- 125 de açúcar
- 1 ovo
- 1 gema
- 30ml de Malibu 

1. Levar ao lume leite, manteiga e a vagem de baunilha
2. Retirar do lume e deixar arrefecer completamente.
3. Bater ovo e gema.
4. Quando o leite estiver arrefecido, retirar a baunilha e juntar aos ovos.
5. Misturar a farinha, o açúcar e o Malibu ao preparado e mexer suavemente.
6. Coar, tapar com película e levar a refrigerar por 24h.
7. Aquecer as formas a 220º cerca de 5m. Colocar a massa e levar a cozer a 180º até dourar.


domingo, 1 de março de 2015

Hamburguer de quinoa e requeijão

Preocupo-me com o que como. Adoro fazer doces mas, gosto de comer de forma regrada e o mais saudável possível. Quem segue o Delicias no facebook percebe que também faço imensas coisas que são pouco saudáveis. Mas tento que no dia-a-dia o que ingerimos seja a melhor escolha. Ao almoço raramente como carne ou peixe. Como muitos, muitos legumes, especialmente de época e tento variar, conjugar saladas quentes com frias, massa, arroz, quinoa,...
É certo que gosto de combinações menos comuns: agridoce, manteiga de amendoim e harissa, fruta com a comida. Nada de extraordinário, são apenas as minhas preferências. Gosto muito de massa e arroz integrais.
A verdade é que todos os dias vou aprendendo coisas novas. Aprendendo a fazer e a gostar. Como as papas de aveia que comia por vezes mas sem grande entusiasmo até ver um programa que mudou completamente a minha forma de fazer as papas e que me fez gostar. Tudo tem a ver com a forma como cozinhamos, como temperamos a comida.
Se dermos uma segunda oportunidade às coisas, à comida, ficamos surpreendidos por descobrir que afinal gostamos de algo que toda a vida julgáramos não gostar.
Comemos muito com os olhos e é importante comermos num prato bonito, cheio de cores. Perdermos um pouco de tempo a preparar o prato, a deixa-lo o mais atractivo possível fará com que a experiência de comer seja completamente diferente.
Perder tempo com a comida é dar-lhe valor, escolhermos o que comemos é darmos valor a nós próprios. E se investirmos em comer melhor, a nossa saúde agradecerá a longo prazo.
Esta semana tive a sorte de receber umas amostras da Sementina que, lamentavelmente me esqueci de fotografar. Recebi amostras de quinoa vermelha, sementes de cânhamo, sementes de abóbora e sésamo preto. Uma maravilha, portanto! As sementes de abóbora deram cor À minha granola vegan cujas fotos apareceram no facebook e a quinoa tornou-se num hamburguer muito delicioso cuja receita partilho aqui.



Precisamos de:
- 2 dentes de alho
- 1/4 de cup de frutos secos (usei avelã, cajú e nozes)
- 1/2 cup de quinoa (usei vermelha e branca) cozida conforme indicações da embalagem e bem escorrida
- 1 col. sopa bem generosa de requeijão (usei Paiva)
- 1 col. sopa de farinha de milho
- sal, cominhos, pimenta moída na hora

1. Triturar alhos e frutos secos (na Bimby vel. 5-7-9 apenas uns segundos)
2. Adicionar quinoa, sal, cominhos, pimenta.
3. Adicionar requeijão, farinha de milho e misturar bem (na Bimby vel. 4 uns segundos).
4. Moldar hamburguers, prensando bem e levar a refrigerar 1h.
5. Levar ao lume com apenas um fio de azeite, em lume brando e deixe dourar o hamburguer de ambos os lados.

Nota:  Eu servi com pickles homemade de pepino e molho sweet chilli e ainda cogumelos salteados.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Retro Triffle

Os triffles foram o grande sucesso culinário dos anos 80 em Inglaterra, pelo menos foi o que ouvi o Jamie Oliver aqui há uns tempos num programa dele.
A verdade é que inspiram muito o estilo retro dos 80, as camadas coloridas, o contraste de texturas, enfim...é uma sobremesa com sucesso garantido porque ninguém resiste a uma sobremesa colorida e cheia de sabor.
Comemos com os olhos primeiro não haja dúvidas disso e, tudo o que nos chama a atenção dá-nos mais vontade de comer. Eu pelo menos sou assim, procuro sempre que o prato tenha variedade de cores, texturas. Não é um naco de carne ou um prato de camarões que me atraia. Reparo logo se tem legumes, se tem variedade de legumes.
As sobremesas atraem-me menos, ou seja, para me surpreender tem de ser algo muito, muito fora do vulgar. Das poucas vezes que me senti assim siderada com as sobremesas foi no Bubó em Barcelona. A perfeição de cada uma das sobremesas, as diferentes cores, texturas e a perfeição minha gente, a perfeição repetida vezes sem conta. 
Confesso também que a comida vegetariana e a asiática são aquelas que me prendem a atenção. É inevitável. Não desprezando a comida portuguesa, de forma alguma. 
Assim como os mercados atraem-me como uma força magnética: os legumes com as suas diferentes formas: alongados, redondos, desorganizados, de folha, com cores tão diferentes. Dá-me sempre vontade de fazer um prato com todas as cores que vejo. Um dia farei um prato assim!
Mas hoje, hoje trago a sobremesa. É demorada, tem de ser feita com tempo mas vale bem a pena.



Precisamos de:
- 1 bolo de limão (usei de compra)
- 1 pacote de gelatina de morango
- morangos q.b.
- limoncello
- 3 col. sopa de açúcar
- 1 embalagem de queijo quark
- 1 pacote de natas 35%
- lemon curd (usei a receita de sempre, a de Ottolenghi)

1. Faça a gelatina mas reduza as porções de água indicadas no pacote (eu usei as 2 embalagens e 500ml de água a ferver + 250g de água fria) e coloque no fundo da taça. Deixe arrefecer.
2. Quando a gelatina estiver fria mas sem estar solidificada, corte morangos em pedacinhos e adicione à gelatina.
4. Leve a refrigerar durante 5h.
5. Corte morangos em pedacinhos, adicione 2 col. sopa de açúcar e 2 col. sopa de limoncello e deixe macerar pelo menos 30m.
6. Coloque o bolo de limão cortado em fatias bem finas, use metade do bolo.
7. Coloque os morangos macerados por cima do bolo deixando que este fique ensopado com o sumo.
8. Bata o lemon curd com metade do queijo quark até ficar bem homogéneo. Coloque por cima dos morangos. Última camada de bolo partido em fatias finas.
9. Bata as natas até ficarem espessas e volumosas, adicione 1 col. sopa de açúcar e o resto do queijo quark e coloque por cima do bolo de limão.
10. Leve a refrigerar, de preferência durante a noite.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Massa com camarão e uma espécie de pesto (sem queijo ou frutos secos)

Falava outro dia com uma amiga sobre o facto dos meus filhos comerem muita coisa diferente. Ela elogiava isso e dizia que são pouco os miúdos que experimentam coisas diferentes. Fiquei a pensar nisso. Talvez o meus leitores pensem que é fácil. Desenganem-se, não é de todo! É um trabalho de anos de insistência, sem me deixar vencer pelo cansaço de tanta perguntas: "o que é?", "o que leva?", de tanta reclamação por causa das coisas "verdes" no prato. O meu filho mais velho foi um terror para comer até ser operado à adenóides. Alimentava-se de leite simples, iogurtes, salsichas e sardinhas pequeninas. Pouco mais!
A minha relação com a comida e com a cozinha foi mudando ao longo dos anos. Com a descoberta das alergias do Gabe, fomos aprendendo, todos, a comer de forma diferente, a experimentar ainda mais coisas, a comer melhor, no fundo.
O mais velho tem dificuldades em comer na casa dos outros, habituou-se a comer sempre muito diferentes e portanto oferecerem-lhe batatas cozidas com peixe cozido e das coisas piores que lhe podem fazer.
Entre as mudanças que fomos fazendo na nossa alimentação: menos molhos com natas e afins, cada vez menos fritos, cada vez menos carne, introduzi há anos o dia vegetariano e tem corrido bem. O que não quer dizer que não haja reclamações, que as há. Mas sabem, ou já perceberam, que não adianta reclamar.
O mais velho adora batata doce no forno, em palitos grossos bem douradinha, uma lentilhada bem picante e tortilhas de todas as formas e feitios. O mais pequeno delira com um chillli e sementes de todos os tipos e feitio e pão bem escuro. Gostos diferentes, portanto. 
Mas confesso que é engraçado vê-los crescer e fazer as suas próprias opções. Se perguntarem ao mais velho se quer comer no McDonald's ou ir ao sushi ele optará, sem hesitar, pela segunda hipótese.
Bem que dizem: somos o que comemos.

Hoje trago-vos um pesto, aldrabado, sem pinhões ou outros frutos secos e sem queijo mas, ainda assim, delicioso e saudável.



Precisamos de:
- massa
- couve romanesco
- ervilhas
- 2 dentes de alho
- salsa
- sal e pimenta
- 3 alcaparras
- camarão
- azeite q.b.

1. Cozer a massa conforme indicações do pacote em água abundante temperada com sal.. Reservar uma chávena de café da água de cozedura.
2. Separar a couve romanesco, cortando as "cristas das mesmas" e reservando os caules mais grossos.
3. Cortar os caules bem fininhos e levar a cozer até ficarem macios.
4. Colocar os caules cozidos no liquidificador, 1 dente de alho, a salsa, sal, alcaparras e pimenta e triturar adicionando o azeite em fio. Prove e verifique se necessita de mais um pouco de sal.
5. Cozer as "cristas" do romanesco. até ficarem al dente.
6. Saltear o camarão em azeite, alho picadinho, com um pouco de sal até este ficar rosado.
7. Escorrer o romanesco muito bem e saltear com um pouco de azeite juntamente com as ervilhas, tempere de sal e pimenta.
8. Escorra a massa, adicione o romanesco, as ervilhas, o pesto e a água de cozer a massa que reservou.
9. Misture muito bem, sirva com o camarão salteado.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sopa de batata e funcho com crocante de presunto

Não sei se já vos terei dito que sou uma casmurra. Quando meto algo na cabeça não descanso enquanto não consigo fazer o que desejo e isso, também se aplica às receitas. Por vezes até fico desiludida com o resultado mas, tenho mesmo de tentar. Às vezes é uma qualidade ser persistente outras, com fraqueza, um grande defeito. 
Por aqui vou rabiscando ideias que quero experimentar, fazendo anotações em receitas que quero modificar. Umas horas na cozinha e a lista, em vez de diminuir, continua a aumentar.
Desta vez trago uma sopa deliciosa que, nesta altura do ano é tão reconfortante, servido no pão. Garanto-vos que aquece corpo e alma. 
A receita foi realizada a pensar também no passatempo das Batatas de França, já sabem que não resisto a um bom desafio ;)



Precisamos de:
Ingredientes:
- 80g de cebola
- 100g de funcho
- 150g de batata (reserve cerca de 40g das batatas e leve a cozer num pouco de água)
- sal, pimenta e noz-moscada q.b.
- 300ml de água
- 100ml de leite (pode usar natas, se preferir)
- um fio de azeite
- 1 fatia de presunto
- 1 col. sopa de queijo ralado (usei queijo de ovelha)
- pão que dê para rechear(usei de Mafra)

1. Coloque a fatia de presunto num prato e leve ao microondas na velocidade máxima 1m. Reserve.
2. Faça a base da sopa: leve a refogar a batata aos cubinhos, a cebola e o funcho tudo em pedacinhos, em azeite e tempere com sal e pimenta. Deixe caramelizar sem queimar.
3. Acrescente água, retifique tempero e deixe cozer cerca de 30m.
4. Triture, acrescentando leite, retificando temperos e adicionando um pouco de noz-moscada.
5. Leve ao lume 2m, com o queijo e a batata aos cubinhos que cozeu à parte.
6. Retire a parte de cima do pão e escave de forma a que fique apenas com o fundo e as laterais.
7. Recheie com a sopa e decore com o crocante de presunto, partido em pedacinhos.

*Na Bimby:
1. Coloque a fatia de presunto num prato e leve ao microondas na velocidade máxima 1m. Reserve.
2.Faça a base da sopa: coloque no copo a batata , a cebola e o funcho com um fio de azeite e tempere com sal e pimenta, vel. colher, 100º, 10m.
3. Acrescente água, retifique tempero e deixe cozer vel. colher, 100º, 30m.
4. Triture, acrescentando leite, retificando temperos e adicionando um pouco de noz-moscada vel. 5-7-9 uns segundos.
5. Programe vel. col. inversa, 2m, 100º com o queijo e a batata aos cubinhos que cozeu à parte.
6. Retire a parte de cima do pão e escave de forma a que fique apenas com o fundo e as laterais.
7. Recheie com a sopa e decore com o crocante de presunto, partido em pedacinhos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pudim de café e chocolate preto

Este mês tem sido comprido. Apesar de ser o mês mais pequeno do ano, por mim há muito que já o teria visto pelas costas. Estou cansada, mesmo cansada, do frio, deste longo mês e, a perspectiva de um novo mês traz sempre alento.
Sabermos que a possibilidade da chegada da Primavera trará as andorinhas, o sol, o tempo que irá aquecer, muitas flores e novos frutos e legumes.
Enquanto a Primavera não chega vou usando e abusando do forno, dos assados, que lentamente cozinham e perfumam a casa, fazendo bolos com sabor e cheiro a limão e outras coisas mais que, enquanto não chega o fim de Fevereiro, confortam corpo e alma como este pudim de café e chocolate preto. 


Ingredientes:

- 1 cup + 1/2 de leite
- 1 café expresso tirado na Krups Espresso Pro Inox
- 2 col. sopa de maizena
- uma pitada de sal
- ¼ de cup de açúcar amarelo
-3 col. sopa de chocolate preto de boa qualidade picado
- chantilly para decorar e chocolate ralado
Preparação:
1. Misture numa taça Numa taça misture o sal, a maizena e o açúcar.
2. Num tacho misture o leite e o café (reservando um pouco do leite). Cozinhe em lume brando, mexendo para não queimar.
3. Junte à preparação da maizena o leite que reservou. Adicione à mistura do leite com o café. Mexa durante cerca de 2/3 min., até engrossar.
4. Retire do lume, coe se necessário, e adicione o chocolate picado que começará a derreter com o calor do leite.
5. Coloque em taças ou chávenas, como eu fiz, e leve a refrigerar por 3h, no mínimo.
6. Decore com chantilly e chocolate ralado.

*Post patrocinado e um café maravilhoso

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Pots de créme de mirtilo e chocolate

Ando com o sono atrasado!
A dormir mal, acordo muitas vezes, tenho pesadelos, acordo cansada.
Ando rabujenta, o Inverno, os dias cinzentos estão a dar cabo do meu humor.
Nesses dias, especialmente nesses dias, tento arranjar tempo para me meter na cozinha. Confesso que nem preciso de música. Vou fazendo tudo metodicamente, de forma serena. Quem me vê não acreditará que estou de mau humor. Não sei como acontece mas, mal entro na cozinha, abro portas e prateleiras, ligo o forno, desaparecem as chatices, as angústias, as preocupações, ...pelo menos até ao fim da receita.
É por isso que nuca fico longe dela, faz-me bem, faz-me muito bem.

Deixo-vos com uma receita diferente, uns pots de créme feitos com mirtilos e chocolate. Mirtilos de Sever do Vouga, um creme aveludado, lilás feito com os mirtilos que congelei na altura da Feira do Mirtilo e uma camada crocante de chocolate.



Precisamos de:
*Pots de creme de mirtilo:
- 1 cup de mirtilos
- 1 cup + ¼ de leite
- 3 col. sopa de amido de milho
- 1 cup de mirtilos triturados
- 3 gemas
- 1/3 de açúcar

1.       Colocar em banho-maria um recipiente.
2.       Aquecer o leite (reservar um pouco para misturar o amido de milho). Misturar o leite reservado com o amido e levar ao lume, mexendo sempre, até engrossar.
3.       Bater as gemas com o açúcar e, em fio, adicionar o preparado quente, mexendo sempre com a vara de arames.
4.       Adicionar o puré de mirtilos e coar. Levar de novo ao lume cerca de 2m para que engrosse um pouco.
5.       Colocar nos ramequins e levar a cozer em banho-maria cerca de 32m a 160º.
6.       Deixar arrefecer colocando película por cima deste “pudim”, diretamente por cima para que não ganhe película.

*Chocolate crocante:
- 1 col. sopa de mel
- 2 col. sopa de manteiga sem sal
- 2 col. sopa  + ½ de chocolate picado
- 1 col. sopa de cacau
- 3 col. sopa de açúcar

1.       Levar ao lume até engrossar.
2.       Colocar uma camada por cima do creme de mirtilo. Este chocolate endurecerá criando uma textura crocante que contrastará com o pudim cremoso.

*Decoração:
- 1 lata de leite de coco (que deverá ficar de um dia para o outro no frigorífico)
- 2 col. sopa de açúcar em pó
- chocolate de culinária

1.       Retire da lata de coco apenas a parte que estará solificada.
2.       Bata com açúcar em pó e coloque uma quenelle deste preparado por cima do chocolate na hora de servir.

3.       Sirva com chocolate ralado por cima.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Bolo de limão e requeijão

Tento sempre ver o copo meio cheio mas, tenho os meus dias.
Nem sempre consigo e às vezes dou comigo com um mau humor impossível de se aturar. Acreditem que nesses dias, não adianta tentarem falar comigo ou pior ainda, tentarem mostrar a teoria do copo cheio.
Todos temos maus dias e, se em tantos blogues tudo parece lindo e perfeito neste, vão encontrar pouco disso.
Não tenho um telemóvel xpto e vejam lá, o meu não tira fotos de jeito, não recebe e nem envia mensagens de imagem. Também não tenho conta de instagram, nem um smartphone. Ah, e também não tenho net no telemóvel. Por isso, as novidades que vão aparecendo por vezes só aparecem dias depois, nada por aqui é instantâneo.
Também não vou almoçar ao sítio X ou Y e para ser honesta raramente como fora. Daí não apareceram instantâneos do lanche de ontem, do jantar de segunda-feira.
Para além do blogue, tenho o meu trabalho e as minhas funções de mãe e dona de casa. Nem sempre tenho tempo ou vontade para tudo e, como devem imaginar fazer e fotografar, redigir e editar uma receita é tudo menos instantâneo.
Uso a cozinha muito mas, como terapia. É onde me passam as neuras e onde se iluminam os maus dias. E horas de volta de uma receita trazem-me a serenidade de que necessito. O partilhar passa por aí, pelo acto de amor que é cozinhar e pelo acto de amor que é partilhar também.
E desta vez, para dar uso aos muitos limões que têm vindo cá parar, fiz este bolinho de limão e requeijão. Usei o requeijão dos Lacticínios Paiva. Esta marca faz parte do meu dia-a-dia e não há dia que não se inicie com uma torradinha com a sua manteiga. Já conhecem esta marca? Se não conhecem, deviam.



Precisamos de:
- 1 cup + 1/2 de farinha com fermento
- 2 col. chá de fermento em pó
- uma pitada de sal
- 1 col. chá  de cardamomo em pó
- 2 col. sopa de raspa de limão
- 125g de requeijão
- 70ml de leite
- 70ml de óleo
- 1 cup de açúcar
- 3 ovos

1. Aquecer o forno a 180º.
2. Untar forma de bolo inglês e forrar com papel vegetal.
3. Misturar farinha com fermento, sal e cardamomo.
4. Numa outra taça misturar açúcar com raspa de limão.
5. Bater o açúcar com ovos, queijo, óleo e leite muito bem, cerca de 5m.
6. Envolver os ingredientes secos neste preparado, cuidadosamente.
7. Verter a massa na forma e levar a cozer por cerca de 45m.

Nota: Se quiser um bolo ainda mais intenso, regue com uma calda de limão.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Arroz doce cremoso com curd de limão

Por vezes passamos o tempo a reclamar da vida. Dos dias em que o tempo não chegue, dos miúdos que estão sempre ranhosos, da falta de tempo para ver um filme, da falta de vontade de fazer limpeza a fundo, do frio que se tem sentido nos últimos tempos, do ram-ram do dia-a-dia em que se instala a correria e passamos o tempo a sprintar. Queixamos-nos mesmo muito, eu incluída e, nem reparamos que tem estado um sol maravilhoso e o pôr do sol tem sido absolutamente arrebatador. E que, em breve os dias de frio darão lugar à Primavera e ao regresso das andorinhas e que, até no meio da correria temos feito coisas tão boas e que a nosso família tem saúde e é unida. 
Queixarmos-nos é um processo natural, todos fazemos, todos queríamos mais e melhor e nem sempre o mais e melhor acontece. E é nesses dias que se torna difícil olharmos para dentro e darmos graças pelo que temos. 
E às vezes, nesses dias menos bons, nesses dias em que nos aborrecemos por tudo e por nada, uma taça de arroz doce faz maravilhas ao nosso espírito.



Precisamos de:
*Arroz doce:
- 65g de arroz carolino
- 150g de água
- 150g de leite
- pau de canela
- 2 col. sopa de açúcar
- curd de limão
- canela em pó

1.Levar a cozer o arroz com a água até esta se evaporar  completamente, por esta altura o arroz já estará praticamente meio cozido.
2.Adicionar o leite, pau de canela e o açúcar e deixar cozinhar em lume brando, mexendo ocasionalmente.
3. O arroz deve ficar bem cremoso por isso se necessário acrescente mais leite.
4. Descarte o pau de canela, coloque uma porção em cada taça e deixe amornar. Quando estiver morno, acrescente uma porção de curd de limão e polvilhe delicadamente com canela em pó, sirva em boa companhia.

*Curd de Limão:
- 50ml de sumo de limão
- raspa do limão
- 50g de açúcar
- 1 ovo
- 1 gema
- 40g de manteiga sem sal

1.Levar ao lume o sumo, raspa, metade da manteiga.
2.Bater ovo e gema à parte.
3. Quando começar a engrossar, baixar o lume, acrescentar gema e ovo batidos.
4. Mal comece a borbulhar, desligue e adicione a restante manteiga e continue a mexer vigorosamente.

5. Coe e deixe arrefecer colocando um pouco de película aderente mesmo por cima deste curd.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Rutabaga fries com dip de pimento vermelho

O mês de Janeiro foi muito cansativo e o de Fevereiro também tem dado poucas tréguas. 
Tenho chegado tarde e os jantares têm sido coisas simples e rápidas pois não há tempo para mais. Geralmente deixo adiantado à hora do almoço. Como o frango com molho de mel e harissa que comemos na terça-feira, o peixe que ficou cozido com as batatas para fazer bolinhos de peixe. Há sempre sopa no frigorífico, molho de tomate pronto (quando faço, faço logo bastante e conservo no frigorífico), pão congelado, alface lavada e pronta a usar.
São pequenos truques que me vão ajudando no dia-a-dia. Também tenho sempre latas de atum, feijão fradinho e grão congelados e em lata para qualquer emergência. 
Já tentei fazer as ementas semanais mas não resulta comigo. Eu explico melhor, ajudam-me a comprar apenas o que preciso, assim sei que haverá uma refeição de frango, outra de peixe, de atum, etc. Mas não adianta determinar como irei cozinhar cada coisa porque na hora faço sempre diferente do que havia previsto.
A lista das compras é sempre semelhante: iogurtes, leite, água, massa, arroz, legumes,...Vou ao mercado de onde vivo e compro os grelos, a alface, as cenouras, as cebolas, os brócolos, entre outros. E, quando posso, vou ao fim-de-semana vou ao mercado biológico comprar aqueles legumes fora do normal. Gosto de trocar umas dicas com os vendedores: como se planta, como se cozinha, se é legume de época. Aprendo sempre tanta coisa nova. É lá que compro também as minhas ervas aromáticas: tomilho, cebolinho, salva,...
Trago rúcula e chicória que farão parte das saladas dos próximos dias e não resisto a um saquinho de pastinacas. Desta vez trouxe algumas rutabagas também e ainda beterraba amarela.
As rutabagas forma uma alternativa deliciosa às tradicionais batatas fritas e ficaram tão boas!




*Rutabaga fries:
- 4 rutabagas
- 3 col. sopa de azeite
- raspa de clementina
- cominhos em pó, sal, pimenta e flocos de piripiri
- 50g de queijo flamengo
- 50g de queijo parmesão
- cebolinho

1.Descascar as rutabagas, cortar em rodelas grossas e cortar em tiras (eu utilizei um cortador com feitio).
2. Misturar azeite, cominhos, sal, pimenta moída na hora, flocos de piripiri e raspa de clementina, emulsionando bem.
3. Com as mãos, misturar as rutabagas nesta emulsão, colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno a 180º.
4. A meio, virar cada “frie”.
5. Quando estiverem bem douradinhas, ralar queijo flamento e queijo parmesão e levar ao lume.
6. Polvilhar com cebolinho freso, picado.

*Dip de pimento vermelho:
- 100g de pimento vermelho assado
- 10g de coentros frescos
- sumo de uma clementina
- 1 colher de sopa de queijo alavão
- 1 col. café de harissa

1.Triturar tudo até ficar bem cremoso.

2. Provar e levar a refrigerar até à hora de servir.