segunda-feira, 23 de março de 2015

Bolonhesa de quinoa e uma açorda de coentros

Tenho iniciado os meus dias com uma caminhada, umas vezes mais extensa outras menos, consoante os afazeres. Tenho-me esforçado por não ceder à preguiça. Por muitos motivos: porque o exercício faz bem à saúde mas, essencialmente porque me tem feito sentir mais motivada para a realização das tarefas. Porque me esvazia a cabeça que não pára, porque me deixa mais concentrada. É um tempo ganho logo pela manhã.
É fácil arranjarmos desculpa para não a fazer: os miúdos que estão de férias, está frescote, ando cansada. Mas, tenho uma grande qualidade, quando me decido a fazer algo, ninguém me pára. 
Essa teimosia funciona para os dois lados, por vezes é uma qualidade mas também pode ser um grande defeito.
Muitas vezes revoltamos-nos contra coisas que não podemos mudar e, é tempo desperdiçado. Se as aceitarmos, conseguiremos ver que afinal alguma solução há-de aparecer. 
Em tempos em que ouço falar de tantas doenças complicadas, vou-me mentalizando que nós temos mesmo de cuidar muito bem de nós mesmos. O nosso corpo é a máquina mais importante e se não funcionar em condições, muitas coisas negativas advirão desse "descuido". Fazer exercício, comer bem, descansar, ter uma atitude positiva perante a vida mesmo quando tudo desaba. 
E por falar em comer bem, hoje é a famosa Meatless Monday, e trago uma sugestão cheia de sabor: bolonhesa de quinoa.
Façam pequenos gestos, adiram à Meatless Monday, comam mais vegetais, comprem produtos de época, escolham melhor e acima de tudo, aproveitem cada dia!




Precisamos de:

*Bolonhesa de Quinoa:
- quinoa (usei 1/3 de cup que cozi)
- 1 cebola
- 1 dente de alho
- 3 tomates secos
- 100g de alho francês
- um fio de azeite
- sal, pimenta e cominhos
- 1 folha de louro
- 1 lata e meia de tomate pelado
- 1 col. chá de açúcar
- 1 fio de vinagre balsâmico

1. Refogar cebola picadinha com azeite, sal, alho picado, cominhos e adicionar os tomates.
2. Adicionar folha de louro, açúcar e malagueta e deixar cozinhar 30m em lume brando.
3. Descartar a folha de louro, adicionar o vinagre balsâmico e triturar.
4. Levar ao lume a quinoa com o molho e deixar cozinhar em lume brando 10m.
5. Servi com queijo parmesão ralado.

*Açorda de coentros
minha versão, sem ovo

- pão (usei Saloio)
- coentros frescos
- 2 dentes de alho
- água quente
- um fio de azeite
- sal e  pimenta
- 1 cebola

1. Num almofariz esmagar coentros, sal e alhos.
2. Picar cebola e refogar a cebola e a pasta de coentros em azeite.
3. Adicionar pão cortado em pedacinhos e deixar cozinhar um pouco.
4. Acrescentar sal e pimenta e água, mexendo sempre até ficar cremoso.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Pasteis de Tapioca

Ontem foi o dia do Pai. Tenho a sorte de estar rodeada de excelentes pais: o meu pai, o meu sogro e o pai dos meus filhos.
Não há palavras para agradecer o facto de estarem presentes, amarem, saberem ser amados e serem dignos do amor destes seres que os vão imitando em tantas coisas.
Eles vão partilhando as vitórias e oferecendo o ombro nas derrotas mas mantém-se lá, sempre por perto.
O amor mais forte é este, não é? O que espelha teias invisíveis ligando-nos uns aos outros em todas as direções. Que nos segura, ampara, puxa. O amor cresce, multiplica-se a cada etapa do crescimento.
Obrigada aos Pais da minha vida!



Precisamos de:
*3 pasteis
- 1/2 de cup. de tapioca
- 1 batata pequena
- 1/2 cenoura
- cebola picadinha
- 1 dente de alho
- sal, pimenta e cominhos
- 2 col. sopa de farinha de grão de bico
1. Demolhar a tapioca em água quente durante 1h.
2. Cozer a batata e a cenoura e quando cozidas, esmagar com um garfo.
3. Colocar a tapioca, batata, cenoura, cebola, alho no robot de cozinha e misturar apenas. Adicionar a farinha e misturar de novo.
4. Levar uma frigideira anti-aderente ao lume, pincelar com azeite ou spray e dourar os pasteis de ambos os lados.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Upside down banana cake

Hoje ando um pouco desastrada, quer dizer, mais do que o costume.
Caiu-me a máquina de fazer nebulização em cima do pé direito. Resultado? Dores, está a ficar negro e o inchaço está a dar de si.
Quem me manda a mim ser distraída?
Ora toma lá que é para aprenderes, aguenta as dores e caladinha, minha menina.
Bolas, eu sabia que devia ter ido caminhar hoje.
Trago bolinho para animar o dia, este é para contribuir para a feirinha da escola do pipoca mais pequenino.b



Precisamos de:
* Topping:
- 1/2 cup de açúcar
- 2 col. sopa de manteiga
- um pouco de flor de sal
- 2 bananas

*Bolo:
- 2 cups de farinha sem fermento
- baunilha
- 2 ovos
- 3/4 de cup de açúcar
- 1 cup de buttermilk
- 1 col. chá de fermento em pó
- 8 col. sopa de manteiga

1. Levar ao lume o açúcar até começar a dourar.
2. Adicionar manteiga e sal e deixar que fique homogéneo.
3. Untar forma de 22cm e forrar com papel vegetal.
4. Colocar o molho, por cima as bananas às rodelas.

1. Bater açúcar com manteiga até ficar bem volumoso.
2. Adicionar a baunilha e os ovos, um a um, batendo entre cada adição.
3. Adicionar farinha  (adicionar a esta o fermento em pó) alternando com o buttermilk. Colocar a massa por cima das bananas cuidadosamente.
4. Levar a cozer a 180º cerca de 50m.

domingo, 15 de março de 2015

Bolo alemão de maçã e pêra

No outro dia dizia ao meu marido que quando nos sentimos mais em baixo devemos estabelecer objectivos do tipo: antes dos 40 quero... Pode parecer-vos parvo mas, termos um objectivo, uma meta dá-nos outra perspectiva da vida e, ajuda a valorizar as pequenas vitórias até lá chegarmos. 
E esses objectivos, essas metas podem ser estabelecidos no dia-a-dia em pequenas coisas. Na Páscoa quero mudar isto ou aquilo, comprar um tapete novo. Quero, a partir de agora, comer de forma mais saudável. Quero fazer um esforço para caminhar três vezes por semana mesmo que seja sozinha. Quero no fim do dia reflectir sobre as coisas boas que aconteceram.
Estas pequenas coisas ajudam-nos a manter-nos concentrados e a valorizar pequenas coisas.
Pelo menos comigo resultam!
E ele, estabeleceu um objectivo que era, mesmo tratando dos miúdos todas as tardes com tudo o que isso tem implicado (T.P.C., preparar paras os testes, natação, treinos, fisioterapia) arranjou tempo para fazer as suas corridas de forma a hoje, participar na corrida do Dia do Pai. E nós, fomos com ele e ficamos à espera, pertinho da meta para o aplaudir quando passasse. A vida também é isto: partilhar as vitórias. E hoje, partilhamos com ele o orgulho por ele ter conseguido.
As vitórias dão-nos alento de que, afinal a vida não é  só feita de luta diária e derrotas e é a estas pequenas vitórias que nos devemos agarrar mesmo quando nada nos anima.
Dizem que, damos valor ao que é bom após termos passado por coisas menos boas. Se assim é, por cá damos muito valor à vida.
E hoje, em dia de vitória (e com um dos pequenos de novo doente), comemoramos com um bolo de maçã e pêra.




Precisamos de:
*Bolo:
- 125g de margarina à temperatura ambiente
- 150g de açúcar
- 50ml de óleo
- 1 iogurte grego natural açucarado
- 170g de farinha sem fermento
- 3 ovos
- 2 maçãs 
- 1 pêra
- 2 col. chá de fermento em pó

1. Descascar a fruta e cortar em pedacinhos.
2. Levar ao lume uma colher de sopa de margarina com uma colher de sopa de açúcar e a fruta e deixar cozinhar 4m em lume médio.
3. Reservar e deixar arrefecer.
4. Bater margarina com açúcar até ficar um creme espesso e volumoso.
5. Adicionar os ovos um a um, batendo entre a sua adicção.
6. Adicionar iogurte e óleo e bater mais um pouco.
7. Envolver por fim a farinha, que deve peneirar, delicadamente e de forma a que a massa fique sem grumos.
8. Unte uma forma e forre o fundo com papel vegetal.
9. Coloque um pouco de massa, fruta, 1/3 do crumble, de novo massa e termine com o restante crumble.
10. Leve a cozer em forno pré - aquecido a 180º cerca de 1h.

*Crumble:
- 50g de margarina
- 50g de açúcar amarelo
- 50g de amêndoa palitada (que deve tostar ligeiramente numa frigideira anti-aderente)
- 60g de farinha

1. Trabalhe os ingredientes com a ponta dos dedos até se assemelharem a migalhas.


P.S. We're so proud of you!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Tarte de limão sem base

Os limões continuam a abundar cá por casa. Há que lhes dar um fim. Temos feito limonada, queques de limão e sementes de papoila e ontem fiz uma receita nova, uma tarte que estava rabiscada há muito, muito tempo num guardanapo daqueles dos cafés. Não faço ideia de onde tirei.
Mas a verdade é que é muito boa, fresquinha!
Fez sucesso ontem no almoço de família. Ontem houve almoço de família com muita mulher junta e uma sobremesa simples, fresca e deliciosa. 



Precisamos de:
*Tarte:
- 3 ovos
- 200g de açúcar amarelo
- 50 de manteiga com sal
- 150g de farinha sem fermento
- 1/2 litro de leite
- raspa de 1 limão

1. Bater ovos com açúcar.
2. Acrescentar a manteiga amolecida.
3. Juntar farinha, leite, raspa de limão e misturar bem.
4. Untar uma forma de tarte e levar a cozer a 180º em forno pré-aquecido cerca de 50m.

*Cobertura:
- 1 pacote de natas
- 1 embalagem de chantifix
-2 col. sopa de açúcar
- 1 col. sopa de limoncello

1. Bater as natas 1m, adicionar o chantifix, o limoncello e o açúcar e bata até ficar volumoso e espesso.
2. Cubra a tarte com esta cobertura apenas quando ficar bem fria.
3. Leve ao frigorífico de preferência de um dia para o outro.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Bolo-pudim de café com topping

O Sol voltou para alegrar os dias. Ainda bem! Já tardava este calor que se sente no corpo e na alma quando os dias luminosos regressam.
Confesso estar em frente a esta página em branco há largos minutos sem saber bem o que escrever.
Eu sei que há imensos blogues em que tudo é bom e amarelo, bonito e arrumadinho mas por cá, confessa-se o que vai na alma e por vezes, não há muito que contar.
Por vezes vivemos neste limbo, envolto em silêncio sem grandes coisas para contar.
Continuo a experimentar muitas receitas, a recriar, a "inventar". Mas tenho tentado estar menos tempo em frente ao computador. Ontem voltei às minhas caminhadas e, sozinha, lá fui, depois de deixar o mais novo e 6km cheguei revigorada. Com mais paciência, com menos stress. 
E hoje, trago-vos uma receita que surpreendeu pela positiva: um bolo pudim que é bem húmido e com um topping delicioso.



Precisamos de:
*Topping:
- 150 de chocolate de leite partido em pedacinhos
95g de açúcar amarelo
- 2 col. sopa de cacau
- 1 col. chá de canela
- 1 col. chá de cardamomo
- 1 col. chá de café em pó (aproveite o moinho de café da Liquidificadora Min Mix Perfect 900)

1.Misture tudo muito bem e utilize metade do topping quando levar o bolo ao forno e a outra metade quando tiver passado metade do tempo de cozedura.

Massa de Bolo:
- 1 café expresso tirado na Krups XP5620
- 2 ovos
- 3 col. sopa de margarina
- 3 col. sopa de óleo
- 1 cup de buttermilk
- 1 cup + 1/2 de farinha (sem fermento)
- 1 col. chá de fermento

1. Pré aqueça o forno a 180º.
2. Misture todos os ingredientes até ficar uma massa homogénea.
3. Unte e forre com papel vegetal uma forma de bolo inglês, verta a mistura e coloque por cima metade do topping.  
4. Leve a cozer por 25m e adicione o resto do topping, deixe cozer mais 20 m ou até o palito sair limpo.
5. Deixe arrefecer 10 min na forma e só depois desenforme.


*Post patrocinado

terça-feira, 3 de março de 2015

Cannelle de Bourdeaux

Tenho o hábito de fazer projectos mentais. Coisas que quero fazer, coisas que quero ver, coisas que quero provar, coisas que quero experimentar. Faço listas mentais para...quando puder. ´
É um hábito muito antigo. Lembro-me de há muitos anos, quando os meus pais tiveram graves problemas monetários de rezar, de joelhos ao pé da cama e, pedir a Deus um milagre: que o meu pai ganhasse o Totoloto. E com o dinheiro iríamos só poder viver. Sem angústia, sem roupa que veio de primos da prima do primo, em quarta mão, com dinheiro para podermos ir ao cinema, sem sentirmos que o mundo desabfa por cima da nossa cabeça.
Claro que, agora, muitos anos depois, percebo que seria um verdadeiro milagre ele ganhar no Totoloto pois ele não jogava. 
O almejado dinheiro do Totoloto nunca chegou. Chegaram outros caminhos, difíceis, muito difíceis que todos tivemos de atravessar. Mas, lembro-me que também nessa altura guardava catálogos, recortes com o que iria comprar. 
As listas mentais vêm desde esse tempo.
É algo inato, não consigo deixar de o fazer. Talvez seja ingenuidade. Muitas das coisas dessa lista são coisas que dificilmente verão a luz do dia. 
É a minha forma de levar os dias menos bons, os tempos mais difíceis. É a minha forma de manter a esperança e a serenidade.
Uma das coisas da minha lista era provar os cannelle e os religieuse, in loco, em França. Provei ambos mas confesse que os cannelle me desapontaram. Fiquei sempre com a ideia que talvez tivesse tido azar. Tinha a receita apontada há muito, tirei de uma revista do Marabout Chef. Entretanto vi a receita no site da nossa talentosa Marmita (admito que é das bloggers que mais aprecio, a conjugação fotos / receitas  é de suspirar) e pensei que deveria parar de adiar. 
Escusado será dizer que não vos deixará arrebatados como me deixou ver esta receita na página da Marmita mas, mudou a minha opinião sobre as cannelle, afinal eram tal e qual eu tinha imaginado.
Eu não deixei ficar a repousar 24h, reduzi o tempo para as 12h e usei Malibu em vez de rum.




Precisamos de:
- 150ml de leite
- 25g de manteiga sem sal (usei Paiva) aos cubos amolecida - deixe fora do frigorífico
- 1 vagem de baunilha
- 50g de farinha
- 125 de açúcar
- 1 ovo
- 1 gema
- 30ml de Malibu 

1. Levar ao lume leite, manteiga e a vagem de baunilha
2. Retirar do lume e deixar arrefecer completamente.
3. Bater ovo e gema.
4. Quando o leite estiver arrefecido, retirar a baunilha e juntar aos ovos.
5. Misturar a farinha, o açúcar e o Malibu ao preparado e mexer suavemente.
6. Coar, tapar com película e levar a refrigerar por 24h.
7. Aquecer as formas a 220º cerca de 5m. Colocar a massa e levar a cozer a 180º até dourar.


domingo, 1 de março de 2015

Hamburguer de quinoa e requeijão

Preocupo-me com o que como. Adoro fazer doces mas, gosto de comer de forma regrada e o mais saudável possível. Quem segue o Delicias no facebook percebe que também faço imensas coisas que são pouco saudáveis. Mas tento que no dia-a-dia o que ingerimos seja a melhor escolha. Ao almoço raramente como carne ou peixe. Como muitos, muitos legumes, especialmente de época e tento variar, conjugar saladas quentes com frias, massa, arroz, quinoa,...
É certo que gosto de combinações menos comuns: agridoce, manteiga de amendoim e harissa, fruta com a comida. Nada de extraordinário, são apenas as minhas preferências. Gosto muito de massa e arroz integrais.
A verdade é que todos os dias vou aprendendo coisas novas. Aprendendo a fazer e a gostar. Como as papas de aveia que comia por vezes mas sem grande entusiasmo até ver um programa que mudou completamente a minha forma de fazer as papas e que me fez gostar. Tudo tem a ver com a forma como cozinhamos, como temperamos a comida.
Se dermos uma segunda oportunidade às coisas, à comida, ficamos surpreendidos por descobrir que afinal gostamos de algo que toda a vida julgáramos não gostar.
Comemos muito com os olhos e é importante comermos num prato bonito, cheio de cores. Perdermos um pouco de tempo a preparar o prato, a deixa-lo o mais atractivo possível fará com que a experiência de comer seja completamente diferente.
Perder tempo com a comida é dar-lhe valor, escolhermos o que comemos é darmos valor a nós próprios. E se investirmos em comer melhor, a nossa saúde agradecerá a longo prazo.
Esta semana tive a sorte de receber umas amostras da Sementina que, lamentavelmente me esqueci de fotografar. Recebi amostras de quinoa vermelha, sementes de cânhamo, sementes de abóbora e sésamo preto. Uma maravilha, portanto! As sementes de abóbora deram cor À minha granola vegan cujas fotos apareceram no facebook e a quinoa tornou-se num hamburguer muito delicioso cuja receita partilho aqui.



Precisamos de:
- 2 dentes de alho
- 1/4 de cup de frutos secos (usei avelã, cajú e nozes)
- 1/2 cup de quinoa (usei vermelha e branca) cozida conforme indicações da embalagem e bem escorrida
- 1 col. sopa bem generosa de requeijão (usei Paiva)
- 1 col. sopa de farinha de milho
- sal, cominhos, pimenta moída na hora

1. Triturar alhos e frutos secos (na Bimby vel. 5-7-9 apenas uns segundos)
2. Adicionar quinoa, sal, cominhos, pimenta.
3. Adicionar requeijão, farinha de milho e misturar bem (na Bimby vel. 4 uns segundos).
4. Moldar hamburguers, prensando bem e levar a refrigerar 1h.
5. Levar ao lume com apenas um fio de azeite, em lume brando e deixe dourar o hamburguer de ambos os lados.

Nota:  Eu servi com pickles homemade de pepino e molho sweet chilli e ainda cogumelos salteados.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Retro Triffle

Os triffles foram o grande sucesso culinário dos anos 80 em Inglaterra, pelo menos foi o que ouvi o Jamie Oliver aqui há uns tempos num programa dele.
A verdade é que inspiram muito o estilo retro dos 80, as camadas coloridas, o contraste de texturas, enfim...é uma sobremesa com sucesso garantido porque ninguém resiste a uma sobremesa colorida e cheia de sabor.
Comemos com os olhos primeiro não haja dúvidas disso e, tudo o que nos chama a atenção dá-nos mais vontade de comer. Eu pelo menos sou assim, procuro sempre que o prato tenha variedade de cores, texturas. Não é um naco de carne ou um prato de camarões que me atraia. Reparo logo se tem legumes, se tem variedade de legumes.
As sobremesas atraem-me menos, ou seja, para me surpreender tem de ser algo muito, muito fora do vulgar. Das poucas vezes que me senti assim siderada com as sobremesas foi no Bubó em Barcelona. A perfeição de cada uma das sobremesas, as diferentes cores, texturas e a perfeição minha gente, a perfeição repetida vezes sem conta. 
Confesso também que a comida vegetariana e a asiática são aquelas que me prendem a atenção. É inevitável. Não desprezando a comida portuguesa, de forma alguma. 
Assim como os mercados atraem-me como uma força magnética: os legumes com as suas diferentes formas: alongados, redondos, desorganizados, de folha, com cores tão diferentes. Dá-me sempre vontade de fazer um prato com todas as cores que vejo. Um dia farei um prato assim!
Mas hoje, hoje trago a sobremesa. É demorada, tem de ser feita com tempo mas vale bem a pena.



Precisamos de:
- 1 bolo de limão (usei de compra)
- 1 pacote de gelatina de morango
- morangos q.b.
- limoncello
- 3 col. sopa de açúcar
- 1 embalagem de queijo quark
- 1 pacote de natas 35%
- lemon curd (usei a receita de sempre, a de Ottolenghi)

1. Faça a gelatina mas reduza as porções de água indicadas no pacote (eu usei as 2 embalagens e 500ml de água a ferver + 250g de água fria) e coloque no fundo da taça. Deixe arrefecer.
2. Quando a gelatina estiver fria mas sem estar solidificada, corte morangos em pedacinhos e adicione à gelatina.
4. Leve a refrigerar durante 5h.
5. Corte morangos em pedacinhos, adicione 2 col. sopa de açúcar e 2 col. sopa de limoncello e deixe macerar pelo menos 30m.
6. Coloque o bolo de limão cortado em fatias bem finas, use metade do bolo.
7. Coloque os morangos macerados por cima do bolo deixando que este fique ensopado com o sumo.
8. Bata o lemon curd com metade do queijo quark até ficar bem homogéneo. Coloque por cima dos morangos. Última camada de bolo partido em fatias finas.
9. Bata as natas até ficarem espessas e volumosas, adicione 1 col. sopa de açúcar e o resto do queijo quark e coloque por cima do bolo de limão.
10. Leve a refrigerar, de preferência durante a noite.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Massa com camarão e uma espécie de pesto (sem queijo ou frutos secos)

Falava outro dia com uma amiga sobre o facto dos meus filhos comerem muita coisa diferente. Ela elogiava isso e dizia que são pouco os miúdos que experimentam coisas diferentes. Fiquei a pensar nisso. Talvez o meus leitores pensem que é fácil. Desenganem-se, não é de todo! É um trabalho de anos de insistência, sem me deixar vencer pelo cansaço de tanta perguntas: "o que é?", "o que leva?", de tanta reclamação por causa das coisas "verdes" no prato. O meu filho mais velho foi um terror para comer até ser operado à adenóides. Alimentava-se de leite simples, iogurtes, salsichas e sardinhas pequeninas. Pouco mais!
A minha relação com a comida e com a cozinha foi mudando ao longo dos anos. Com a descoberta das alergias do Gabe, fomos aprendendo, todos, a comer de forma diferente, a experimentar ainda mais coisas, a comer melhor, no fundo.
O mais velho tem dificuldades em comer na casa dos outros, habituou-se a comer sempre muito diferentes e portanto oferecerem-lhe batatas cozidas com peixe cozido e das coisas piores que lhe podem fazer.
Entre as mudanças que fomos fazendo na nossa alimentação: menos molhos com natas e afins, cada vez menos fritos, cada vez menos carne, introduzi há anos o dia vegetariano e tem corrido bem. O que não quer dizer que não haja reclamações, que as há. Mas sabem, ou já perceberam, que não adianta reclamar.
O mais velho adora batata doce no forno, em palitos grossos bem douradinha, uma lentilhada bem picante e tortilhas de todas as formas e feitios. O mais pequeno delira com um chillli e sementes de todos os tipos e feitio e pão bem escuro. Gostos diferentes, portanto. 
Mas confesso que é engraçado vê-los crescer e fazer as suas próprias opções. Se perguntarem ao mais velho se quer comer no McDonald's ou ir ao sushi ele optará, sem hesitar, pela segunda hipótese.
Bem que dizem: somos o que comemos.

Hoje trago-vos um pesto, aldrabado, sem pinhões ou outros frutos secos e sem queijo mas, ainda assim, delicioso e saudável.



Precisamos de:
- massa
- couve romanesco
- ervilhas
- 2 dentes de alho
- salsa
- sal e pimenta
- 3 alcaparras
- camarão
- azeite q.b.

1. Cozer a massa conforme indicações do pacote em água abundante temperada com sal.. Reservar uma chávena de café da água de cozedura.
2. Separar a couve romanesco, cortando as "cristas das mesmas" e reservando os caules mais grossos.
3. Cortar os caules bem fininhos e levar a cozer até ficarem macios.
4. Colocar os caules cozidos no liquidificador, 1 dente de alho, a salsa, sal, alcaparras e pimenta e triturar adicionando o azeite em fio. Prove e verifique se necessita de mais um pouco de sal.
5. Cozer as "cristas" do romanesco. até ficarem al dente.
6. Saltear o camarão em azeite, alho picadinho, com um pouco de sal até este ficar rosado.
7. Escorrer o romanesco muito bem e saltear com um pouco de azeite juntamente com as ervilhas, tempere de sal e pimenta.
8. Escorra a massa, adicione o romanesco, as ervilhas, o pesto e a água de cozer a massa que reservou.
9. Misture muito bem, sirva com o camarão salteado.