terça-feira, 22 de Julho de 2014

madalenas

Não sei se se lembram destas madalenas. Comprovam-se uma série delas, um saco delas e eu quase que podia jurar que vinham de Espanha. Mas a verdade é que,a cada pacote, era uma delicia senti-las desfazer na boca.
É engraçado como associo momentos felizes a determinada comida. Talvez por isso goste de cozinhar, para assinalar, marcar, memorizar através da comida, momentos felizes.
É um escape, é um veículo para memórias felizes, é o meu momento zen.
E há tantas pessoas que desvalorizam a comida, a sua preparação, o acto de comer. Fico admirada ao reparar no que as pessoas comem, fico abismada com a desvalorização dos ingredientes frescos. Ainda no outro dia discutíamos cá em casa como é possível haver miúdos que todos os dias comem bollycao ao lanche. É que não faz qualquer sentido. É prático? Sim. É barato? Não, sai bem mais barato um pão com manteiga. Além de que é habituar, desde pequeno, a hábitos alimentares errados. 
Confesso que nestas coisas sou um pouco antiquada. O meu A. nunca provou coca-cola (nem qualquer refrigerante), nunca comeu um bollycao, não come rebuçados, não masca pastilha elástica, provou um bolo com creme quando já tinha 9 anos. Nunca o habituei a isso e ele agora não demonstra qualquer interesse.
Mas realmente choca-me ver miúdos de 4 anos a emborcarem copos de coca-cola e seven up.
Os miúdos dizem que não gostam de legumes, mas se os habituarmos a verem-nos no prato, se os prepararmos de forma saborosa eles acabarão por comer. Os meus também não gostavam e agora comem de (quase) tudo. Mas é um trabalho a longo prazo, e diário. Não podemos desistir. 
Assim como a sopa que é das melhores coisas que podemos comer. No Verão faço poucas vezes (comem muitas saladas e compensa a falta da sopa), mas quando chega o mês de Setembro comem sempre a sopa antes da refeição.
Cá por casa é rara a refeição sem legumes, até porque eu não sei comer de outra forma. 
Mas a propósito da forma como comemos aconselho a lerem este texto fabuloso da Joana Roque
A alimentação, como tudo na vida é uma questão de escolhas e de organização. Dá trabalho comer bem mas há certas coisas nas quais devemos e podemos investir. Comprar um grande pé de salada e lavá-la só dá trabalho uma vez, lava-se, escorre-se bem e guarda-se no frigorífico num saco. Fazer uma panela de sopa alimenta muita gente. E eu defendo, cada vez mais, comer menos carne mas comer melhor. Há tantas coisas boas para comermos.
Deixo-vos a receita das madalenas porque podemos comer um doce, de vez em quando e é infinitamente melhor fazermos nós a comprarmos.



Precisamos de:
*adaptado daqui:

- 125g de farinha
- 2 ovos
- 125g de azeite
- 1 col. chá de fermento e pó
- 125g de açúcar
- raspa de limão
- casca de limão
- vagem de baunilha

1. Levar o azeite ao lume com a casca e limão e vagem de baunilha.
2. Deixar arrefecer completamente.
3. Bater os ovos com o açúcar, a raspa de limão e o fermento.
4. Adicionar a farinha peneirada e o azeite, envolver muito bem até ficar sem grumos.
5. Colocar nas formas e polvilhar com açúcar.
6. Levar ao forno a 200º, pré- aquecido por cerca de 15m, verifique se está cozido com um palito.

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Conchas recheadas

Este fim-de-semana foi o sétimo aniversário do meu pipoca. 7 anos!
7 anos de aprendizagem, de muito amor, muitas alegrias e também muitos ajustes e muitas preocupações. Mas a verdade é que há 7 anos que tornas a nossa vida infinitamente mais feliz.
No meio desta alegria imensa de comemorar o seu aniversário tive o pipoca mais velho muito doente, como há muito não estava. Muita preocupação à mistura, muito cansaço e uma angústia tremenda. Ser mãe também é isto...
Neste momento sinto-me cansada...A precisar de dormir, muito!
E esta receita vem mesmo a calhar, vegetariana, que nos deixa plenamente satisfeitas...



Precisamos de:
- conchas grandes
- 150g de ervilhas
- 1 requeijão (usei Saloio)
- 1 cebola
- um fio de azeite
- sal, pimenta e cominhos
- 250g tomate pelado
- oregãos
- harissa
- pão
- 2 col. sopa de flocos de aveia
- alho em pó
- queijo parmesão

+Tradicional:
1. Picar a cebola e refogar no azeite.
2. Adicionar as ervilhas, sal, pimenta e cominhos e diexar cozinhar um pouco
3. Cozer a massa conforme as instruções da embalagem. Escorrer, colocar num tabuleiro com um fio de azeite (para não colar) e reservar.
4. Triturar as ervilhas com o requeijão e rechear cada concha com esta mistura.
5. Triturar o tomate com os oregãos, um pouco de azeite, sal e pimenta. Colocar este molho num pirex e por cima colocar as conchas recheadas.
6. Triturar pão, flocos de aveia, alho em pó e polvilhar por cima das conchas.
7. Ralar queijo parmesão e levar ao forno a 180º até dourar.

+Bimby:
1. Colocar no copo a cebola e o azeite e programar 5-7-9 uns segundos.
2. Programar vel. colher, 100º. 5m.
3. Adicionar as ervilhas, sal, cominhos e pimenta e programar vel. colher, 3m, 100º.
4. Deixar arrefecer, adicionar o requeijão e programar vel. 5-7-9, uns segundos (o recheio não deve ficar totalmente em puré mas com alguns grumos).
5. Cozer a massa conforme as instruções da embalagem. Escorrer, colocar num tabuleiro com um fio de azeite (para não colar) e reservar. Rechear as conchas com a mistura de ervilhas.
6. Depois de lavar o copo, colocar o tomate, oregãos, sal, azeite e pimenta e triturar 5-7-9, uns segundos. Colocar o molho num pirex e por cima as conchas recheadas.
7. Lavar e secar bem o copo e colocar o pão, flocos, alho em pó e programar 5-7-9, uns segundos.
8. Polvilhar as conchas com esta mistura, ralar queijo parmesão e polvilhas, levar ao forno até dourar (180ºC).

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Doce de pêssego, tomilho e baunilha

Esta receita não foi feita hoje mas, apetece-me publicar. Ver a cor deste doce maravilhoso para ver se me animo.
Hoje tive um dia de cão! Um dia daqueles em que só nos apetece esquecer...Apetecia-me deitar, acordar e ser de novo a manhã de hoje!
O meu filho passou a tarde no hospital, estava com uma crise de asma brutal, como há muito não tinha e uma infeção respiratória. Fez umas quantas nebulizações e mesmo assim, nota-se o esforço que faz para poder respirar. Vê-los doentes parte-me o coração em mil e um bocadinhos, morro um bocadinho de cada vez que isso acontece. Por hoje temos de vigiar a febre, amanhã também com a recomendação de amanhã voltarmos ao hospital para não chegarmos de novo aos 39º. 
Raios, é muito, muito difícil ver um filho doente mas mais ainda quando fica doente nas oficinas de Verão pelas quais esperou o ano inteiro. Às vezes acho que a justiça não é divina mas sim, parvamente cega. 
E para ser honesta até tenho medo de dormir, medo que precise de mim, que piore, que a febre aumente.
Ele foi descansar há pouco, estava exausto, estamos todos foi um dia difícil.
Deixo-vos uma receita da cor do Sol com a esperança de que o amanhã seja melhor!



Precisamos de:
- 1 vagem inteira de baunilha
- 6 hastes de tomilho-limão
- 1500 kg de pêssegos bem maduros sem casca e nem caroço
- 750g de açúcar

1. Levar os pêssegos aos bocadinhos, as hastes inteiras de tomilho-limão envolvidas em gaze e a baunilha cortada a meio, longitudinalmente, ao lume e deixar cozinhar até atingir o ponto desejado.
2. Retirar a gaze com o tomilho-limão e a vagem (lavar bem e secar para poder utilizar de novo), enfrascar (os frascos devem ser esterilizados) e fechar os frascos com o doce ainda quente.
3. Servir com tostas e requeijão.

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Salada vegetariana de quinoa

Gosto de pensar que comando no tempo. É uma "inverdade" absoluta e que me faz adiar o inadiável. Vou adiando as tarefas que não me apetece fazer, as que não quero fazer e as que me causam algum incómodo psicológico. E nessas alturas, refugio-me entre pratos e panelas e mil e um ingredientes.
Sou uma pessoa estranha: adio o que não quero fazer mas passo o tempo a fazer planos, listas, listinhas e apontamentos "a fazer". Tenho (fui obrigada) aprendido a viver cada dia, um de cada vez. Sem entrar em depressão pelo amanhã, por não ter tudo planeado e organizada ao minuto. Angustia-me confesso mas, tal como cozinho para afastar os maus pensamentos, a tendência depressiva de quem teme o futuro, vou vivendo e planeando cada dia dizendo sempre a mim mesma que "hoje vai ser melhor".
É uma forma de viver, ou será antes uma forma de me manter sã?
E à segunda-feira, no dia vegetariano fiz a melhor salada de quinoa do mundo porque hoje vai ser melhor...




Precisamos de:
- quinoa
- 2 cenouras
- couve portuguesa
- 2 dentes de alho
- um pouco de azeite
- 1 col. chá de mel
- 1 col. chá de alho em pó
- 1 col. café de cominhos em pó
- sal e pimenta
- tomate, pepino e azeitonas para acompanhar

1. Retirar o talo central das couves, lavar, escorrer, enrolar como se fosse um charuto e cortar, bem fininhas.
2. Levar a cozer em água e sal até ficarem tenras.
3. Descascar as cenouras, cortar em rodelas finas, regar com o mel, adicionar o alho em pó, o sal e a pimenta e levar ao forno por cerca de 15m a 180º.
4. Cozer a quinoa, no dobro da quantidade da água em lume brando até que fique tenra e bem solta quando lhe passa o garfo. Tempere com sal, pimenta e cominhos.
5. Picar os alhos e levar ao lume com o azeite, temperar de sal e pimenta, deixar cozinhar um pouco e adicionar a couve, entretanto escorrida. Deixar cozinhar um pouco.
6. Misture a couve, a quinoa e as cenouras e verifique o tempero.

sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Gelado vegan de mirtilo

O calor parece ter vindo para ficar. Reparem que disse "parece" pois, como S. Pedro anda um pouco esquizofrénico, nunca se sabe. 
E para aproveitar, fizemos gelado, vegan e de mirtilo. Os mirtilos também me lembram o Verão, as idas anuais à feira, na capital do mirtilo, Sever do Vouga.  Desta vez trouxemos, de novo alguns quilos de mirtilos, alguns ficaram no frigorífico de onde os comem como se fossem pipocas, os restantes foram congelados para termos durante o ano.
E os gelados lembram-me a praia (apesar de ainda não ter posto os pés na areia), as esplanadas, as construções de areia.
Os miúdos têm ido para a praia todos os dias e andam tão felizes. Os miúdos não precisam de muito para serem felizes, certo? Os adultos é que complicam tudo e metem entraves em tudo e mais alguma coisa.
Esta receita ficou muito, muito boa!
Experimentem...
Bom fim de semana!



Precisamos de:
*Gelado:
- 500g de mirtilos congelados
- 160g de açúcar
- 3 iogurtes (300g) de iogurtes de soja naturais e sem aroma (uso soyasun)

1. Triturar tudo (vel. 5-7-9, raspar os lados e de novo 5-7-9).

*Calda:
- 160g de mirtilos frescos
- 100g de açúcar
- baunilha
- 1 col. sopa de água

1. Levar tudo ao lume e deixar cozinhar lentamente.
2. Triturar e coar.
3. Colocar um pouco de calda por cima do gelado.

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Gelado com curd de mirtilos

Ah, o calorzinho bom parece que veio. Será que veio de vez, sr. São Pedro? Ou andaremos de novo, titubeantes, ora chove, ora faz sol, ora nos fazes calçar botas, ora andamos descalços. É que esta indecisão já chateia. E eu gosto é do Verão, das esplanadas, andar sem casaco, deixar de ter este ar de lula, comer gelados, ir à praia. E parece-me que os dias vão-me desaparecendo por entre os dedos sem eu aproveitar o que quer que seja. E aborrece-me, aborrece-me mesmo porque quero aproveitar os longos dias até ao fim.
Aproveitei um bocadinho de calor que apareceu, sem eu contar, e fiz um gelado com curd de mirtilos. E sim, os mirtilos também me fazem lembrar o Verão.



Precisamos de:
*Gelado:
- 4 pacotes de natas 35% 
- 2 col. sopa de açúcar
- 3 col. de iogurte grego natural
- meia dose de curd de mirtilos
- 7 folhas de gelatina

1. Hidratar a gelatina.
2. Bater as natas até ficarem volumosas.
3. Adicionar o iogurte, o curd indicado, o açúcar e bater bem.
4. Escorrer as folhas de gelatina, derreter 1m no microondas e adicionar ao preparado, batendo mais um pouco.
5. Colocar numa forma de bolo inglês revestida com película e levar ao congelador umas horas.
6. Quando servir, descartar a película e servir com o restante curd.

*Curd de mirtilos:
- 125g de açúcar
- 30g de margarina
- 300g de mirtilos
- raspa de limão
- 2 ovos

1. Levar a banho maria, os ovos, o açúcar e a raspa de limão.
2. Bater sempre para que fique arejado e vá ganhando volume.
3. Leve ao lume os mirtilos e mal comece a ferver, desligue.
4. Adicione a margarina, dividida em 3 porções iguais, uma de cada vez, batendo sempre até esta derreter e só aí, acrescentar o pedaço seguinte.
5. Adicionar a fruta aos ovos, batendo sempre e triturar. Coar.

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Bolas de berlim

Finalmente o tempo parece sorrir. Os dias têm estado tão horrorosamente horrorosos para a estação em que estamos. Não me parece Verão, definitivamente! Ainda não senti areia nos pés, ainda não fui a uma esplanada comer um gelado, ainda não fizemos piqueniques em família. É o que mais gosto no Verão, a família junta, os miúdos felizes, a barulheira infernal de muita gente junta. A felicidade deve ser barulhenta porque quando estamos todos juntos há tudo menos, silêncio.
Em breve o pipoquinha faz 7 anos. A sogra alguns mais. Em breve haverá um passeio em família e um piquenique, cheio de gente e barulho. Em breve também, faremos um, cá, para celebrar o aniversário deste pipoquinha tão meiguinho e feliz que tornou a nossa vida ainda mais feliz. E em tempos felizes, concentramos-nos no que é bom e no que nos enche a alma: a família. E por família entenda-se também os amigos.
Em breve também, se prevê uma visita aos meus pais para matar as saudades que vão mirrando a nossa alma. E com esta visita, trarei também coisas novas para experimentar aqui no meu "laboratório".
Portanto, prevêem-se dias cheios, luminosos e felizes, aproveitemos ao máximo e de preferência a comer uma bola de berlim.
A receita foi adaptada ao meu gosto, como sempre.




Precisamos de:
*Bolas de berlim:
Ingredientes (p/ 12  bolas miniatura):
- adaptado daqui


225 gr farinha (usei tipo 65)
75 gr manteiga ou margarina ;
36 gr açúcar ;
5 gr fermento de padeiro ;
1 ovo ;
1 colher (café) sal fino ;
1 limão ;
Óleo de fritar.

+Tradicional:
1.Peneire 50 gramas de farinha para uma tigela e no meio deite o fermento de padeiro dissolvido num pouco de água morna.
2. Misture muito bem e deixe levedar num local quente.
3. Peneire a restante farinha sobre a pedra da mesa, faça uma cova no meio e deite dentro o sal, o açúcar, a raspa da casca do limão, a margarina cortada em bocados, os ovos e o fermento já levedado.
4. Bata tudo muito bem, e quando todos os ingredientes estiverem amassados, forme uma bola. Coloque a massa numa tigela polvilhada com farinha, tape com um pano e deixe levedar até dobrar de volume.
5. Estenda a massa e faça com ela um rolo.
6. Corte-o em bocados pequenos e dê-lhes depois a forma de Bolas de Berlim.
Coloque-as num tabuleiro polvilhado com farinha e deixe levedar até dobrar de volume.
7. Frite as Bolas de Berlim em óleo (o lume deve estar no mínimo), e quando estiverem loiras, retire-as com uma escumadeira.
8. Deixe escorrer sobre papel absorvente e passe-as ainda quentes por açúcar pilé e canela.
9. Querendo pode rechear as bolas, depois de fritas, com creme pasteleiro.


+Bimby:
1. Colocar 50g de farinha, fermento, um pouco de água no copo da Bimby e programar vel. colher, 37º, 2m.
2.Deixar que levede um pouco (cerca de 30m).
3. Adicionar os restantes ingredientes e programar: vel. espiga, 2m.
4. Retirar a massa, que deve estar pegajosa e trabalhar na pedra da cozinha até deixar de estar pegajosa. Forme uma bola. 
5. Deixar levedar numa bacia polvilhada com farinha até dobrar de volume.
6.Estenda a massa e faça com ela um rolo.
7. Corte-o em bocados pequenos e dê-lhes depois a forma de Bolas de Berlim.
Coloque-as num tabuleiro polvilhado com farinha e deixe levedar até dobrar de volume.
8. Frite as Bolas de Berlim em óleo (o lume deve estar no mínimo), e quando estiverem loiras, retire-as com uma escumadeira.
9. Deixe escorrer sobre papel absorvente e passe-as ainda quentes por açúcar pilé e canela.
10. Querendo pode rechear as bolas, depois de fritas, com creme pasteleiro.



*Creme pasteleiro:
- adaptado daqui:

150 ml de nata
300 ml de leite
100 g de açúcar
40 g de maizena
2 gemas
cumaru

1. Numa taça misturar as gemas, o açúcar, a maizena, cumaru ralado e uma parte do leite (o suficiente para que tudo se dissolva).
2. Aquecer o leite e a nata.
3. Deitar o leite e a nata quentes sobre a mistura de gemas, mexendo sempre.
4. Coar.
5. Levar de novo ao lume, mexendo sempre, até que engrosse e sem que ferva.
6. Arrefecer mexendo constantemente, tapar com film sem que haja ar entre este e o creme.
Refrigerar até usar.

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Panquecas de grão (versão salgada)

Os dias têm passado depressa! E Verão...nem vê-lo :(
Por cá andamos entusiasmados com um projecto, nada de especial mas que nos diz muito, e que irá acontecer daqui a 1 ano. 
Nesta altura aproveitamos sempre para comer pão com chouriço nas festas e romarias que vão acontecendo em volta, farturas e churros. É o maravilhoso mundo do Verão: as noites ao ar livre, levar os miúdos ao parque à noite, comer gelados, saladas, ficar na rua até mais tarde, estar com os amigos. Era preciso que o S. Pedro colaborasse, tem andado de candeias às avessas e isto não anda famoso.
Confesso que tenho sentido frio à noite e portanto tomar café à noite tem sido em versão fechada enquanto esperamos por dias melhores.
Hoje trago uma versão salgada de panquecas inspirada nos muitos blogues asiáticos, que nos mostram muitas vezes panquecas com camarão. Fiz as minhas modificações e servi com barriga de porco, cozinhada na panela de pressão até se desfazer com o garfo.



Precisamos de:
- 1 cup + 1/2 de farinha de grão de bico
- 1/2 cup de farinha normal
- 2 cups de água
- 1 ovo
- açafrão
- sal e pimenta q.b.

1. Misturar bem a massa até esta ficar homogénea e deixar descansar por 1h.
2. Colocar uma porção de massa numa frigideira anti aderente untada e no meio o recheio que se desejar, fechar e servir a gosto (adicionei um toque do ocidente: batatas fritas com uma pitada de sal, piri piri em pó e polvilhei com parmesão).

segunda-feira, 30 de Junho de 2014

Rolinhos de canela e alecrim

Este ano levei os miúdos à apanha do mirtilo. Costumamos ir à feira e desta vez, fomos apanhar os mirtilos que compramos. Para alguns poderá ser uma parvoíce mas eu gosto de levar os miúdos a fazerem coisas fora da realidade deles, do seu dia a dia. Podem dizer-me que os miúdos não gostam. Responderei que os miúdos não sabem se gostam sem experimentarem, é como com a comida.
Pois eu levei-os (e à famelga toda atrás, tios e afins...) e eles adoraram. Apanharam, comeram, comeram, comeram, apanharam.
Andaram ao sol, provaram os mirtilos, as groselhas, as framboesas, viram as bagas goji e ouviram do produtor como se trata do mirtileiro e os benefícios que esta fruta traz à nossa saúde.
E entretanto, cá por cá continua o delírio com os mirtilos...Nunca nos cansamos deles!
Trago desta vez uma receita, mais um de rolinhos, desta vez de canela e alecrim.




Precisamos de:
*Massa:
- 1 cup de água morna
- 1 saqueta de fermento de padeiro 
- 1/2 cup de leite
- 1 col. de sopa de leite em pó
- 2 cups de farinha tipo 65
- 1 cup de farinha de centeio integral
- 1 cup de farinha de soja
- 1 pacote de açúcar (cerca de 8g)
- um col. chá de sal

+Bimby:
1. Colocar a água, açúcar e fermento na Bimby e programar vel. colher, 37º, 2m.
2. Deixar o fermento actuar um pouco, cerca de 5m, verificará que começará a ficar com espuma no cimo.
3. Adicionar o resto e programar vel. espiga 2m.
4. Retirar, amassar mais um pouco à mão e deixar levedar cerca de 1h numa taça untada com óleo e coberta com um pano.

+Tradicional:
1. Dissolver o fermento em açúcar e água morna.
2. Deixar actuar 5m.
3. Adicionar os restantes ingredientes e amassar bem até à massa ficar bem ligada.
4. Deixar levedar 1h, numa taça untada com óleo e coberta com um pano.

*Recheio:
- alecrim fresco
- açúcar integral (usei Sovex)
- cardamomo (usei Margão)
- gengibre cristalizado
- 1 col. sopa de canela em pó (usei Suldouro)
- 1 col. sopa (bem generosa) de margarina


1. Esticar a massa, no meio colocar o recheio (levar a margarina ao microondas até derreter. No almofariz, esmagar as folhas de alecrim com o açúcar até ficarem bem, bem esmagados. Misturar o açúcar, canela cardamomo moído - moí no almofariz, a mistura do açúcar com alecrim). Espalhar bem o recheio, colocar o gengibre cristalizado.
2. Enrolar, cortar em porções.
3. Untar um tabuleiro de queques, colocar as porções de massa em cada um e achatar com a mão.
4. Deixar levedar 30m.
5. Pincelar com gema de ovo e levar a cozer a 190º, cerca de 15m.

domingo, 29 de Junho de 2014

Iogurtes de baunilha e pêssego

Há coisas que adoro fazer em casa. Coisas como pão, compotas, iogurtes, massa fresca. Nem sempre tenho tempo, ou vontade, verdade seja dita mas quando o faço, julgo que se nota no resultado final o entusiasmo com que me dedico a essa tarefa.
Adoro iogurtes. Geralmente como grego natural, sem açúcar, adiciono-lhe fruta e mel. Por vezes bolacha maria esmigalhada ou arroz tufado de cacau!
Não gosto muito de iogurtes com fruta, comprados, não gosto muito, é certo. Mas se os fizer em casa...ui!
Há muito que adoptei o sistema de comer e cozinhar sazonalmente. Lembro-me da minha avó que fazia tudo com nabiças na época delas: sopa, arroz, na massa, salteadas. Eu achava aquilo estranho, tantas vezes seguidas nabiças. Agora compreendo que a minha avô M. é bem sábia, come apenas o que a terra dá nessa altura. E revejo-me nisso, procuro cada vez mais o que há.
Desta vez os iogurtes foram feitos com pêssegos carecas como lhes chama a minha mãe, ou nectarinas como lhe chama o resto do Mundo. Estamos na época delas, por isso podemos comer e abusar.



Precisamos de:
*Fruta:
- 2 pêssegos ou nectarinas
- 1 col. chá de água de rosas
- 1 col. de vinho do Porto
- 2 col. sopa de açúcar integral (usei Sovex)

1. Levar ao lume, brando, os pêssegos descascadas e em pedaços, o vinho, a água de rosas e o açúcar e deixar cozinhar até o pêssego ficar bem cozinhado.
2. Deixar arrefecer e triturar.
3. Colocar uma porção no fundo de cada copinho de iogurte.

*Iogurtes:
- 800ml de leite do dia
- 80g de açúcar integral (usei Sovex)
- 1 col. café de pasta de baunilha
- 2 col. sopa de leite magro em pó
- 3 col. sopa de iogurte grego natural

1. Colocar o iogurte, o açúcar e a pasta e programar 10m, vel. 3, 90º.
2. Deixar arrefecer até aos 37º e adicionar o iogurte, programando vel. 6, uns segundos.
3. Colocar o iogurte por cima da fruta cuidadosamente. Abafar com uma manta e colocar no forno ou levar à iogurteira 8h, pelo menos.