terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Salada de lentilhas e grão com pesto (receita vegan)

Não sei bem o que escrever. Hoje, não sei sobre o que escrever e não me lembro de nada que se relacione com comida.
Hoje tudo o que me vem à cabeça é escrever sobre o que poderia ser e não foi, sobre as oportunidades que não se concretizam e como isso nos afecta. Até na cozinha!
Tenho como lema de vida dar sempre o meu melhor mas não sei se sempre o consigo. Saberei eu dar o meu melhor?
Acredito que o nosso destino se vai construindo através de portas de oportunidade que a vida nos proporciona e que essas, devemos agarrar com unhas e dentes. Mas há alturas em que todas se fecham e até as mais ínfimas janelas permanecem inacessíveis. Aí, só aí, é difícil de mantermos a luz da esperança acesa e toda a gente sabe, que sem luz, é impossível atravessar o túnel.
Até quem nos rodeia ajuda a construir o nosso futuro. Sejam os sogros que ajudam no dia a dia, os pais que oferecem aquele presente especial, o marido que nos dá a mão para fazermos, juntos, o caminho; os amigos, os conhecidos. 
E para esses o carinho e o reconhecimento são infinitos.
Se toda a luz se apaga, como descobrir o caminho certo a seguir?

Continuamos com a Meatless Monday, 2ª feira é o dia sem carne ou peixe, o meu dia favorito da semana e eu não podia de deixar de partilhar esta receita deliciosa e que é ideal para levar na marmita, cheia de coisas que nos fazem bem, vegan e saciante.



Precisamos de:
- grão de bico (usei cozido)
- lentilhas verdes 
- lentilhas laranjas
- pesto (usei vegan: feito com rúcula, amêndoas torradas, alho, sal e azeite)
- cebolinho

1. Cozer as lentilhas tendo em consideração de que têm cozeduras diferentes, as verdes demoram mais tempo a cozer. Deixem-nas al dente e escorram em água fria de pois de cozidas.
2. Misturem as lentilhas com o grão e o pesto e polvilhem com cebolinho.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

pudins de chocolate com gelado

Setembro é o mês de recomeços.
Recomeça a escola, as rotinas, a lufa-lufa do dia a dia, a correria para cumprir horários, a existência de horários, arrumar armários e gavetas, experimentar roupas e separar o que não serve, comprar livros e material escolar, casacos grossas, botas.
Acabaram-se os dias sem tempo, como gosto de lhes chamar, dias sem tempo marcado!
Mas os recomeços também são positivos, são o retomar de rotinas.
E enquanto Setembro vai entrando de mansinho, trago uns pudins de chocolate, adaptados daqui , maravilhosos e como toda a gente sabe, tudo o que é de chocolate torna o mundo melhor.
Que Setembro seja bom para todos nós!



Precisamos de:
*para 4 ramequins pequenos:
- 70g de farinha com fermento (usei Branca de Neve)
- 90g de açúcar amarelo 
- 25g de cacau de boa qualidade (faz toda a diferença, gosto de usar Valor)
- 1 col. sopa de manteiga derretida
- uma pitada de sal
- cumaru
- 1 col. chá de fermento em pó
- 125ml de leite
- 1 ovo
- 1 cup de água a ferver

1. Separar metade do açúcar e do cacau.
2. Peneirar farinha, fermento, sal, metade do cacau e do açúcar. Misturar com um garfo e reservar.
3. Bater ovo com leite e cumaru ralado.
4. Adicionar os líquidos aos ingredientes sólidos e misturar bem.
5. Untar com a manteiga derretida os ramequins, encher cada um com a mistura até 2/3.
6. Polvilhar com a metade do açúcar e cacau que reservou.
7. Deitar em cada ramequim duas colheres de sopa de água a ferver sem danificar muito o polvilhado.
8. Levar a cozer em forno pré aquecido a 160º, durante cerca de 25m, ou até o topo se apresentar cozido.
9. Deixar arrefecer 10m e servir com uma bola de gelado (servi com gelado de mirtilo).

Nota: Experimente colocar no meio do pudim um quadrado de chocolate.

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Diz que é uma espécie de labne

ou labneh é usado no Médio Oriente com diferentes utilizações. É feito tradicionalmente,  a partir de leite de cabra ou ovelha, fermentados ainda que hoje em dia já seja também feito com leite de vaca. É usual comer-se este queijo labneh ao pequeno almoço nos países do Médio Oriente e eu decidi fazer em casa mas, usando iogurte grego natural.
Muito, muito fácil e podemos temperar de acordo com o que mais gostamos.



Precisamos de:
- 500g de iogurte natural grego
- sal, pimenta, sumo de limão, raspa de limão, azeite....isto dependerá do que mais gosta.

1. Colocar o iogurte numa gaze e colocar a gaze por cima de um recipiente com um coador.
2. Apertar bem e deixar que durante 12h escorra o soro.
3. Passado este tempo colocar numa tigela e temperar a gosto.
4. Servir com tostas, eu polvilhei com diferentes sabores: cominhos em pó, pimenton de la vera, cebolinho e pimenta preta.

domingo, 24 de Agosto de 2014

Tortas de aceite ou uma versão menos convencional

Andei por aí, a matar saudades dos meus! Daquelas saudades que dão cabo de nós ao longo do ano. A falta de um abraço, do cheiro do meu pai quando acaba de fazer a barba, de acordar e me deitar na cama da minha mãe, saudades de tantas e tão pequenas coisas. São sempre as coisas pequenas que fazem a diferença! Aquelas que me fazem falta e que me estrangulam a alma. A ausência é difícil, a saudade dói. E temos apenas dias para aniquilar essas saudades que, o dia seguinte ao regresso, regressam em força. Quem disse que era fácil? Suponho que ninguém.
E quando estive ausente senti saudades da minha casa. Muitas saudades e compreendi que há muito que este é o meu lar. As saudades são tramadas, aparecem quando menos contamos com isso.
Mas os meus pais e a minha irmã fazem-me muita, muita falta. 
Nestas férias comi tanto pão, nunca comi tanto pão nesta vida e tanto pão diferente. 
Trouxe muitos ingredientes novos para criar mais receitas, vi e reli rótulos, vi e verifiquei as prateleiras em busca de inspiração.
A minha irmã ofereceu-me um livro sobre legumes do Marabout e a promessa de um de pastelaria na lista de Natal.
Trouxe mais copos para a iogurteira e fui olhada de lado no aeroporto tomara, tanta massa diferente....
Acampei, passei duas noites sem dormir, andei 20km a pé numa manhã, comi figos na beira da estrada de uma árvore solitária, fiz anos de casada, celebrei os anos da minha metade da laranja, fiz uma tarte tatin, um bolo de nutella, comi numa taberna maravilhosa, ri e conversei, muito.
E encontrei-me com uma amiga de há muitos anos (quantos já lá vão?) e o seu abraço faz milagres, podem crer. 
Voltei preparada, cheia de vontade de cozinhar e desta vez fiz uma receita daqui que há muito me tinha deixada de água na boca. Retirei a clara para o pipoca poder comer.



Precisamos de:
300g de farinha tipo 55
1 colher de chá de sal
2 colheres de chá de funcho 
100ml de óleo de linhaça Sovex
150ml de água (quente)
3 colheres de sopa de açúcar demerara
25g de fermento fresco para pão
leite de soja para pincelar

1. Aquecer o forno a 230º.
2. Misturar farinha, sal e sementes de funcho numa taça.
3. Noutra taça misturar o óleo de linha, a água (morna), o açúcar e o fermento e mexer até fermento desfazer. Deixar que o açúcar se dissolva e deixe actuar uns minutos.
4. Faça uma cova na farinha e adicionar a mistura líquida, mexendo com um garfo até a massa ficar ligada.
5. Amassar um pouco à mão.
6. Estender a massa com o rolo bem fina e formar discos.
7. Colocar as bolachas em tabuleiro untado com azeite, pincelar com leite e polvilhar com açúcar.
8. Levar a cozer entre 10 a 12m.



terça-feira, 5 de Agosto de 2014

mini pimentos recheados com millet

Há alturas em que as boas receitas são como as cerejas, vêem umas atrás das outras.
Há alturas em que temos tempo para os pormenores, os props, a iluminação e outras em que não há tempo para nada nem para comer quase.
Vou descobrindo coisas que me saciam, outras nem por isso, outras me deixam enjoadas. Vou ajustando as comidas ao meu palato. Como muito feijão verde! É época dele. E tomates coração de boi, os meus favoritos. Salpico com salsa ou coentros. Uso cominhos, a rainha de entre todas as especiarias que existem em minha casa. Adiciono o meu molho de tomate pirlimpimpim, junto-lhe parmesão ralado e ai...tão bom!



Precisamos de:
- pimentos (usei miniatura vermelhos, laranja e amarelo)
- millet (cozido em água, sal, pimenta e cominhos)
- 2 fatias de bacon
- molho tomate (= tomate pelado triturado com oregãos, azeite, sal e um pouco de açúcar)
- queijo parmesão
- tâmaras

1. Cortar o topo dos pimentos
2. Dourar o bacon cortadinho em pedacinhos (sem gordura) e saltear o millet.
3. Rechear os pimentos com a mistura do millet.
4. Colocar o molho de tomate no fundo de um pirex.
5. Colocar os pimentos, regar com um pouco de molho.
6. Descaroçar as tâmaras, cortar em pedacinhos e colocar no meio do molho.
7. Polvilhar com queijo e levar ao forno a 180º C até ficar tenro.
8. Servir com rodelas de ananás grelhado e salada.

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Gallette de ervilhas

Estas semanas não têm sido dificeis. Não me lembro de andar tão cansada como agora.
Entre as doenças, que parece que compraram bilhete mensal, andar muito ocupada, pouco tempo sobra para pratos e travessas.
Sinto falta de cozinhar, preparar as coisas e fotografar. Muita falta! Talvez por isso me sinta assim, com uma falta de energia assutadora. faz-me falta aquilo que me move. Faz-me falta alguma tranquilidade que isto de viver com eles doentes faz com o coração esteja sempre desasossegado. Fazem-me falta mimos e sopas.
Faz-me falta a minha mãe...
Dentro em breve começam tempos mais suaves e aí, ninguém escapa aos meus cozinhados porque o que cozinhamos com amor sabe infinitamente melhor (ah, e fica aqui registado que o melhor arroz de ervilhas do mundo é o da minha metade da laranja!!!).
Respondendo ao desafio da Susana e da Iglo, mais uma vez, trago uma gallette de ervilhas tão, mas tão boa que é impossível só comer uma fatia. Quem resiste a ervilhas? São o legume mais bonito e perfeitinho do mundo.



Precisamos de:
*Massa:
- 2 cups + 1/2 de farinha
- sal
- 113g de margarina
- entre 1/4 a 1/2 de água bem fria


1. Trabalhar a massa até estar bem ligada.
2. Envolver em película e levar ao frigorífico por 1h.

*Recheio:
- 150g de ervilhas Primavera Iglo
- 100g de cogumelos portobello pequenos
- sal, pimenta e oregãos
- 1 cebola
- 1 col. chá de açúcar amarelo
- 1 col. chá de vinagre balsâmico
- um fio de azeite
- queijo manchego

1. Refogar os cogumelos, partidos em pedacinhos no azeite.
2. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar um pouco.
3. Adicione as ervilhas e deixe cozinhar um pouco.
4. Retire do lume e deixe que arrefeça.
5. À parte, leve a refogar a cebola, em azeite e deixe cozinhar, mexendo, até ficar dourada, sem queimar. A ideia é deixar caramelizar. Adicionar o açúcar, sal e pimenta e o vinagre e deixar reduzir um pouco.
6. Estender a massa da gallette e no centro colocar as ervilhas e os cogumelos, por cima a cebola caramelizada (convém escorrer para que não traga demasiada humidade para a massa da gallette), polvilhar com queijo manchego ralado na hora, fechar as bordas da massa (fazendo pregas na massa) de forma a que o centro fique aberto.
7. Pincele com gema de ovo batida e leve a cozer a 190º por cerca de 20m (deverá ficar dourada e estaladiça).
8. Servir com uma boa salada.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

batatas recheadas com ervilhas

Já sabem que não resisto a um bom passatempo. Já me tem acontecido (umas quantas vezes!!!) só descobrir o prémio no fim. Gosto do desafio, de ser desafiada!
E sempre é uma forma de relaxar, comer e experimentar coisas novas. 
Por cá tenho a sorte de ter quem vai fazendo esta viagem comigo e não se importe das coisas fora do normal que vou fazendo.
Sou uma sortuda, eu sei! Os meus filhos vão gostando de experimentar, umas vezes fazem-no a medo, outras com mais confiança mas conhecem bem os legumes, as leguminosas, os cereais e já não estranham se eu falar em millet, quinoa, cevada. 
A Susana e a Iglo desafiaram e eu tinha mesmo de participar, ainda por cima sendo eu uma grande fã de ervilhas. Fiz a batata recheada e aproveitei a parte de cima para levar ao forno e os pipocas deliraram. Agora querem que toda a gente experimenta esta técnica ;)
Hoje fizeram uma sandes de frango e cortaram a fruta aos bocadinhos e ainda colocaram a loiça na  máquina e varreram a cozinha. Digam lá se não sou uma sortuda?




Precisamos de
*dose para duas pessoas

*Batatas recheadas com ervilhas:
- 2 batatas (usei vermelha) grandes
- 100g de ervilhas Primavera Iglo
-sal, pimenta e pimentão fumado
- 2 fatias de queijo camembert
- um fio de azeite

+Tradicional:
1. Lavar as batatas muito bem, secar  e picar com um garfo de ambos os lados e levar ao microondas 10m (a meio do tempo vire as batatas ao contrário).
2. Deixar arrefecer.
3. Cortar o topo( e reservar) e retirar com uma colher de chá o recheio.
4. Levar ao lume o azeite e saltear as ervilhas, temperar com sal, pimenta e pimentão fumado.
5. Esmigalhar as batatas e juntar às ervilhas, assim como camembert e triturar de forma a que fique com pequenos grumos.
1. Lavar as batatas muito bem, secar  e picar com um garfo de ambos os lados e levar ao microondas 10m (a meio do tempo vire as batatas ao contrário).
2. Deixar arrefecer.
3. Cortar o topo( e reservar) e retirar com uma colher de chá o recheio.

+Bimby:
1. Lavar as batatas muito bem, secar  e picar com um garfo de ambos os lados e levar ao microondas 10m (a meio do tempo vire as batatas ao contrário).
2. Deixar arrefecer.
3. Cortar o topo( e reservar) e retirar com uma colher de chá o recheio.
4. Colocar azeite, ervilhas e temperos no copo da Bimby e programar vel. colher inversa, 100º, 5m.
5. Acrescentar o recheio da batata e programar vel. 5-7-9.
1. Lavar as batatas muito bem, secar  e picar com um garfo de ambos os lados e levar ao microondas 10m (a meio do tempo vire as batatas ao contrário).
2. Deixar arrefecer.
3. Cortar o topo( e reservar) e retirar com uma colher de chá o recheio.

*Casca de batata:
- casca da batata (o topo) cozido
- azeite
- sal
- pimenta preta moída na hora

1. Misturar tudo e levar ao forno até ficar bem crocante.
2. Servir com molho barbecue.

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Black forest

Cá por casa as courgetes continuam a chegar em força. Já não sei mais que lhes faça, congelei para o Inverno, fiz doce, em souflé, gratinadas, em salada...A terra é mesmo assim, é generosa na altura de cada legume e eu, tenho a sorte de quem me vai oferecendo legumes, biológicos, maravilhosamente saborosos.
E é de aproveitar...
A propósito disso, pensei em muitas coisas, muitas relacionadas com as escolhas que fazemos na vida, até na cozinha. Tenho aprendido ao longo dos tempos a ser mais organizada, a comer melhor, a cozinhar melhor, a desperdiçar cada vez menos. É uma viagem contínua, todos os dias aprendo algo novo.
Mas confesso que fico a matutar nas decisões que tomo e questiono-me como teria sido se tivesse agido de maneira diferente. 
E enquanto matuto nas minhas (in)decisões vou comendo uma fatia deste bolo maravilhoso.
(a receita foi adaptada a partir de muitas que pesquisei na Internet)



Precisamos de:

*Bolo:
- 1/2 cup de cacau de boa qualidade
- 1 cup de água a ferver
- 1 + 1/3 cups de farinha
- 1 col. chá de fermento em pó
- um pouco de sal
- 1 cup de açúcar granulado
- 113g de margarina
- 2 ovos
- baunilha

1. Dissolver o cacau, muito bem na água quente e deixar arrefecer completamente.
2. Untar a forma e forrar com papel vegetal.
3. Aquecer o forno a 170º.
4. Numa taça misturar farinha, fermento e sal.
5. Bater margarina e baunilha com açúcar e adicionar, um ovo de cada vez, batendo bem entre cada adição.
6. Adicionar à mistura dos ovos, a mistura da farinha e mexer bem.
7. Adicionar a água com cacau, mexendo bem mas sem bater demais a massa.
8. Levar a cozer cerca de 30 / 40m (depende de cada forno, faça sempre o teste do palito para verificar se está cozido).
9. Deixe arrefecer, dentro da forma cerca de 10m só depois transfira para uma grelha e deixe arrefecer completamente.

*Recheio:
- doce de frutos silvestres
- 80ml de mirtilos
- morangos

1. Triture tudo.
2. Corte o bolo a meio e recheio com este doce, uma dose de cobertura e morangos em pedaços.

*Cobertura:
- 1 embalagem de queijo quark
- 1 pacote de natas
- 2 col. sopa de açúcar

1. Bata as natas até ficarem volumosas.
2. Adicione o açúcar e o quejo, bata bem.
3. Coloque uma porção deste creme no interior do bolo e cubra com a restante

Nota: Decore com raspas de chocolate, fruta, como mais gostar!

terça-feira, 22 de Julho de 2014

madalenas

Não sei se se lembram destas madalenas. Comprovam-se uma série delas, um saco delas e eu quase que podia jurar que vinham de Espanha. Mas a verdade é que,a cada pacote, era uma delicia senti-las desfazer na boca.
É engraçado como associo momentos felizes a determinada comida. Talvez por isso goste de cozinhar, para assinalar, marcar, memorizar através da comida, momentos felizes.
É um escape, é um veículo para memórias felizes, é o meu momento zen.
E há tantas pessoas que desvalorizam a comida, a sua preparação, o acto de comer. Fico admirada ao reparar no que as pessoas comem, fico abismada com a desvalorização dos ingredientes frescos. Ainda no outro dia discutíamos cá em casa como é possível haver miúdos que todos os dias comem bollycao ao lanche. É que não faz qualquer sentido. É prático? Sim. É barato? Não, sai bem mais barato um pão com manteiga. Além de que é habituar, desde pequeno, a hábitos alimentares errados. 
Confesso que nestas coisas sou um pouco antiquada. O meu A. nunca provou coca-cola (nem qualquer refrigerante), nunca comeu um bollycao, não come rebuçados, não masca pastilha elástica, provou um bolo com creme quando já tinha 9 anos. Nunca o habituei a isso e ele agora não demonstra qualquer interesse.
Mas realmente choca-me ver miúdos de 4 anos a emborcarem copos de coca-cola e seven up.
Os miúdos dizem que não gostam de legumes, mas se os habituarmos a verem-nos no prato, se os prepararmos de forma saborosa eles acabarão por comer. Os meus também não gostavam e agora comem de (quase) tudo. Mas é um trabalho a longo prazo, e diário. Não podemos desistir. 
Assim como a sopa que é das melhores coisas que podemos comer. No Verão faço poucas vezes (comem muitas saladas e compensa a falta da sopa), mas quando chega o mês de Setembro comem sempre a sopa antes da refeição.
Cá por casa é rara a refeição sem legumes, até porque eu não sei comer de outra forma. 
Mas a propósito da forma como comemos aconselho a lerem este texto fabuloso da Joana Roque
A alimentação, como tudo na vida é uma questão de escolhas e de organização. Dá trabalho comer bem mas há certas coisas nas quais devemos e podemos investir. Comprar um grande pé de salada e lavá-la só dá trabalho uma vez, lava-se, escorre-se bem e guarda-se no frigorífico num saco. Fazer uma panela de sopa alimenta muita gente. E eu defendo, cada vez mais, comer menos carne mas comer melhor. Há tantas coisas boas para comermos.
Deixo-vos a receita das madalenas porque podemos comer um doce, de vez em quando e é infinitamente melhor fazermos nós a comprarmos.



Precisamos de:
*adaptado daqui:

- 125g de farinha
- 2 ovos
- 125g de azeite
- 1 col. chá de fermento e pó
- 125g de açúcar
- raspa de limão
- casca de limão
- vagem de baunilha

1. Levar o azeite ao lume com a casca e limão e vagem de baunilha.
2. Deixar arrefecer completamente.
3. Bater os ovos com o açúcar, a raspa de limão e o fermento.
4. Adicionar a farinha peneirada e o azeite, envolver muito bem até ficar sem grumos.
5. Colocar nas formas e polvilhar com açúcar.
6. Levar ao forno a 200º, pré- aquecido por cerca de 15m, verifique se está cozido com um palito.

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Conchas recheadas

Este fim-de-semana foi o sétimo aniversário do meu pipoca. 7 anos!
7 anos de aprendizagem, de muito amor, muitas alegrias e também muitos ajustes e muitas preocupações. Mas a verdade é que há 7 anos que tornas a nossa vida infinitamente mais feliz.
No meio desta alegria imensa de comemorar o seu aniversário tive o pipoca mais velho muito doente, como há muito não estava. Muita preocupação à mistura, muito cansaço e uma angústia tremenda. Ser mãe também é isto...
Neste momento sinto-me cansada...A precisar de dormir, muito!
E esta receita vem mesmo a calhar, vegetariana, que nos deixa plenamente satisfeitas...



Precisamos de:
- conchas grandes
- 150g de ervilhas
- 1 requeijão (usei Saloio)
- 1 cebola
- um fio de azeite
- sal, pimenta e cominhos
- 250g tomate pelado
- oregãos
- harissa
- pão
- 2 col. sopa de flocos de aveia
- alho em pó
- queijo parmesão

+Tradicional:
1. Picar a cebola e refogar no azeite.
2. Adicionar as ervilhas, sal, pimenta e cominhos e diexar cozinhar um pouco
3. Cozer a massa conforme as instruções da embalagem. Escorrer, colocar num tabuleiro com um fio de azeite (para não colar) e reservar.
4. Triturar as ervilhas com o requeijão e rechear cada concha com esta mistura.
5. Triturar o tomate com os oregãos, um pouco de azeite, sal e pimenta. Colocar este molho num pirex e por cima colocar as conchas recheadas.
6. Triturar pão, flocos de aveia, alho em pó e polvilhar por cima das conchas.
7. Ralar queijo parmesão e levar ao forno a 180º até dourar.

+Bimby:
1. Colocar no copo a cebola e o azeite e programar 5-7-9 uns segundos.
2. Programar vel. colher, 100º. 5m.
3. Adicionar as ervilhas, sal, cominhos e pimenta e programar vel. colher, 3m, 100º.
4. Deixar arrefecer, adicionar o requeijão e programar vel. 5-7-9, uns segundos (o recheio não deve ficar totalmente em puré mas com alguns grumos).
5. Cozer a massa conforme as instruções da embalagem. Escorrer, colocar num tabuleiro com um fio de azeite (para não colar) e reservar. Rechear as conchas com a mistura de ervilhas.
6. Depois de lavar o copo, colocar o tomate, oregãos, sal, azeite e pimenta e triturar 5-7-9, uns segundos. Colocar o molho num pirex e por cima as conchas recheadas.
7. Lavar e secar bem o copo e colocar o pão, flocos, alho em pó e programar 5-7-9, uns segundos.
8. Polvilhar as conchas com esta mistura, ralar queijo parmesão e polvilhas, levar ao forno até dourar (180ºC).