segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Madeleines de marmelo e clementina

O calor voltou, este calor intenso, fora de época. Não sei bem o que vestir aos miúdos, vejo-os já de pingo no nariz.
Desde Setembro que têm andado doentes, ora com viroses, constipação, dor de garganta, asma...Palpita-me que o Inverno não será fácil.
Não gosto de os ver doentes, odeio o somo abafado de um, a seguir outro a tossirem noite fora.
Mas a verdade é que um dia de sol anima muito mais a alma que uma semana de dias cinzentos. Eles (e nós) acordam mais bem dispostos.
Como ainda estamos em época de marmelos ainda vos trago mais uma receita com este fruto, umas madeleines deliciosas que partilhamos com amigos - familia.
É bom que não nos esqueçamos de aproveitar o tempo com quem gostamos.

Não se esqueçam do passatempo a decorrer até 31 de Outubro, podem ganhar um maravilhoso cabaz da Miminhos do Paraíso. Estamos à espera das vossas receitas.




Precisamos de:
* inspirado num livro da Vaqueiro, rendeu 30 madalenas:

- 150g de manteiga derretida e arrefecida

- 150g de açúcar amarelo
- 1 marmelo descascado, cozido e transformado em puré (cerca de 60g de puré de marmelo)
- 5 ovos
- 200g de farinha peneirada
- 1 col. chá de fermento
- 1 pitada de sal
- raspa de clementina

1. Bater açúcar com manteiga e raspa de clementina.
2. Adicionar os ovos, um a um, batendo sempre entre cada adição.
3. Adicionar o puré e bater mais um pouco.
4. Adicionar sal, farinha e fermento e bater até a massa ficar bem homogénea.
5. Untar cada forma de madeleine, colocar 2/3 de massa (eu às vezes exagero e ficam umas madeleines bem generosas).
6. Levar ao forno, pré aquecido,  200º  durante 2m, reduzir para 180º cerca de 8m ou até estarem cozidas.

*Usei a forma de madeleines da Metalúrgica Bakeware Production SA e é realmente uma forma maravilhosa, as madeleines ficam sempre maravilhosas.

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Migas doces de marmelos e frutos secos


Tenho poucas recordações de infância, há muitas coisas que estarão esquecidas ou escondidas bem no fundo da minha alma. Mas há coisas que me seguem por onde vá. O sabor das torradas feitas no forno de lenha da minha avó, o meu avó a jogar patela, o cheiro da cevada acabada de fazer (ainda hoje, todos os dias começo o dia com uma chávena de cevada), as batatas fritos do meu pai, as batatas aos trabalhões do meu avô paterno, o arroz de grelos da avó paterna, o monte perto de casa da avó materna, as ovelhas e os carneiros com os chocalhos a fazerem eco, a salada russa da minha mãe. 
Geralmente as boas recordações têm sabor e som como se tivessem ocorrido há pouco. Já passaram muitos anos e às vezes dá-me umas saudades de voltar a esse tempo. De ter todo o tempo do mundo à frente, um livro para escrever, ínfimas possibilidades. 
Mas ainda não inventaram um máquina de fazer o tempo voltar, portanto restam-me as memórias e a possibilidade de construir novas memórias, com os meus.

Deixo-vos uma receita de migas, desta vez doces e feitas, mais uma vez, com a fruta da época: os marmelos.
Bom fim de semana *



 Precisamos de:
*dose gulosa para um

- 1 pão pequeno de mistura
- 1 marmelo pequeno descascado e ralado
- 150ml de água
- 2 col. Sopa de açúcar amarelo
- 1 pau de canela
- 25g de frutos secos (usei mistura de noz, caju, amêndoa e amendoim)
- 1 gema

1.Colocar na liquidificadora Krups o pão e dar uns toques no botão dois para que o pão fique em pedacinhos. Reservar.
2. Tostar os futos secos e retirar 70% dos mesmos que deve colocar na liqudificadora e dar uns toques no botão 2 para que fique em pedacinhos.
3. Levar ao lume a água, o açúcar, o pau de canela e o marmelo ralado e deixar cozinhar 10m em lume brando.
4. Adicionar o pão e deixar cozinhar 5m mexendo sempre.
5. Retire o pão de canela e adiciona a gema batida, mexendo sempre até que engrosse.

6. Servir com os restantes frutos secos picados grosseiramente.

*Post patrocinado

inspirado numa receita, transmitida oralmente, há muitos anos por um habitante do Alentejo

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Pão de azeite

Hoje comemora-se o Dia da Alimentação mas é também o World Bread Baking Day. Não poderia deixar de comemorar ambos. Fiz aquilo que mais gosto de comer: pão aquele que foi e continua a ser a base da alimentação. 
Sou daquelas pessoas enfadonhas que come pão todos os dias ao pequeno-almoço e nunca se cansa disso. Sou a pessoa que enerva os amigos pois, se vamos a uma confeitaria nova que tenha aberto tudo o que eu quero é experimentar os pães. 
Ao longo dos tempos o valor do pão tem vindo a mudar, em tempos todas as refeições eram acompanhadas do pão hoje, a maioria das dietas aboliu (quase) o consumo do pão. É verdade que a qualidade do pão também tem vindo a mudar, influenciado pelas farinhas. Por isso nada melhor do que fazer pão em casa, trabalhamos os músculos se o amassarmos à mão e há algo mágico em vê-lo levedar e dobrar de volume. Na massa inclui sementes de linhaça e o mix de sementes que a Iswari gentilmente me enviou. Apesar de perder o seu valor nutricional pois foi cozido a mais de 40º, a verdade é que conferiu um certo crocante e deu-lhe sabor.



Precisamos de:
- 560g de farinha (usei tipo 65)
- 330ml de água morna
- 1 col. sopa de fermento seco
- 20ml de azeite
- sal
- 1 col. sopa de sementes de linhaça
- 2 col. sopa de mix de sementes Iswari

1. Colocar numa taça a água e o fermento e com um garfo, ajudar a dissolver.
2. Adicionar os restantes ingredientes e com o garfo, ir misturando.
3. Transferir a massa para a bancada e amassar à mão, cerca de 15m, ou até a massa se encontra ligada, sem adicionar qualquer ingrediente.
4. Formar uma bola, envolver em película untada com óleo e deixar levedar 1h.
5. Ao fim dessa hora, amassar mais cerca de 10m, colocar num cesto polvilhado com farinha e deixar levedar mais 1h.
6. Levar a cozer 20m a 240º, findo esse tempo, colocar uma taça com água no fundo no forno e programar mais 10m à mesma temperatura. Diminuir a temperatura para os 200º, retirar a taça com água e deixar cozer mais 30m.

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Mini tartes frangipane de marmelo

Já aqui assumi que sou uma pessoa que gosta de cozinhar sazonalmente. Gosto de cozinhar o que a terra dá no momento, nem sempre fui assim, confesso, mas se há coisa que a idade nos traz é sabedoria. Em muitas coisas regresso ao tempo dos meus avós e celebro a sua alimentação. Comiam o que a terra dava em cada época, menos carne, pão escuro, e muitos legumes. Voltamos à sopa antes da refeição, comemos o que há na altura e nesta altura, de marmelos faço a tradicional marmelada que vou oferecendo à família e aos amigos, encho frascos com geleia e guardo para oferecer no Natal. Gosto do cheiro a compotas, a pão e a bolo. Digo sempre aos meus filhos que as casas felizes cheiram, invariavelmente, a bolo.
Mas como estava a dizer, esta coisa de cozinhar sazonalmente é algo que me agrada muito. E portanto, em época de marmelos (e têm me dado tantos) para além da geleia e da marmelada, gosto de incluir este fruto, tantas vezes esquecido nas minhas receitas. Já fiz umas migas doces de marmelo, umas madeleines de marmelo e clementina e agora estas mini tartes frnagipane que servi com um gelado da Carte d' Or que é de comer e lamber a taça.
Entretanto a minha casa ainda cheira a marmelada pois hoje, há segunda dose ;)
Experimentem esta receita (a da base das tartes), retirei o original, há uns anos da net mas não apontei o nome, fiz umas alterações.



Precisamos de:
*Massa:
(para 10m mini tartes)
- 125g de margarina fria
- 155g de farinha tipo 65
- 55g de açúcar em pó
- 1 gema

1. Junta farinha e margarina e trabalhar a massa com as pontas dos dedos até ficar em migalhas (na Bimby vel. espiga 2m).
2. Adicionar os restantes ingredientes e, se necessário uma colher de sopa de água, trabalhar a massa até ficar uma bolo (na bimby velocidade espiga, 2m).
3. Enrolar a massa em película e levar ao frigorífico 30m.
4. Estender e forrar pequenas formas de queques (eu usei as da Carte d'Or), picar o fundo, colocar um pouco de papel vegetal e feijões secos (ou os verdadeiros baking beans), levar a cozer 8m a 180º, retirar os feijões e o papel e deixar cozer mais 5m ou até ficarem douradas.
5. Deixar arrefecer.

*Recheio:
- marmelo (que cozi em fatias cerca de 15m em lume brando) 
- 55g de açúcar
- 60g de margarina
- 1 ovo
- 55g de amêndoa ralada
- 1 col. sopa de farinha
- baunilha

1. Bater margarina e açúcar.
2. Adicionar o ovo e a baunilha e bater bem.
3. Envolver a farinha e a amêndoa.
4. Rechear as tartes (reservei algumas nas quais coloquei mirtilos que o  meu filho adora), colocar uma fatia de marmelo partida a meio em cada mini tarte.
5. Levar a cozer cerca de 15m a 180º
6. Servir com uma porção de gelado, por cá o escolhido foi o Carte d' Or vanille pecan.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Bolo de limão e quark

Hoje o dia amanheceu cinzento, as árvores dançam ao som do vento, está mais frio. Quando tocou o despertador ainda estava tão escuro que me deu vontade de voltar a dormir, enfiar o edredon até à pontinha do nariz. Nestes dias em que acordo sem sol torna-se mais difícil começarmos uma semana de forma optimista.
O som dos miúdos pela manhã, reclamando entre dentes que querem voltar para a cama, os passos pesados, a arrastarem-se com o peso da mochila. Lanches em fila, prontos em cima da bancada da cozinha, o habitual: "despacha-te a comer, vais chegar atrasado" e o "tens de comer, não podes ir para a escola em jejum" vão soando pela cozinha. As manhã são sempre semelhantes, mas também são a possibilidade renovada. Eu explico, a cada dia há mil possibilidades portanto, cada dia é uma nova oportunidade. E, mesmo segunda-feira poderá ser o começo de uma nova semana, um novo dia. Devemos dar à vida a oportunidade de nos surpreender porque cada dia tem uma cor diferente, em cada dia há sempre algo novo só temos de estar atentos para o ver. Não é um exercício fácil, com tantas coisas que se passam na nossa vida, que nos entristecem, que nos deixam com medo e sem esperança, torna-se difícil vermos as coisas boas, belas e simples que acontecem todos os dias. Mas há, há coisas boas a acontecerem todos os dias, só temos de olhar com atenção.

Não se esqueçam do passatempo a decorrer com os Miminhos do Paraíso, enviem-nos as vossas deliciosas receitas para o chá das 5 até dia 31 de Outubro e habilitam-se a ganhar um deliciosos cabaz. Fico à espera das vossas participações.



Precisamos de:
- 125ml metade de manteiga derretida, metade de óleo
- 2/3 de cup de açúcar
- raspa de limão
- 2 ovos
- 1 embalagem de queijo quark
- 2 cups de farinha
- 1 col. fermento em pó
- 1 col. chá de baunilha

1. Bater a mistura de óleo e manteiga com o açúcar, a raspa e a baunilha.
2. Adicionar os ovos, um a um, batendo sempre entre cada adição.
3. Misturar o queijo e bater mais um pouco.
4. Adicionar a farinha e o fermento e envolver bem.
5. Levar a cozer, a 180º, numa forma de bolo inglês untada e forrada com papel vegetal por cerca de 30m.
6. A meio da cozedura, se desejar, polvilhe o bolo com açúcar integral.

sábado, 11 de Outubro de 2014

Wrap de couve-flor ou um fast food alternativo

A Maria tem lá no estaminé dela o Desafio Saudável e, durante semanas foi-nos mostrando receitas de diferentes autores, na sua versão saudável e ainda assim super interessantes e fáceis de executar. Eu gosto desta miúda, gosto da forma como escreve e da sua personalidade e do seu enorme coração. Por isso não poderia deixar de participar. Demorei tanto tempo a dizer-lhe que gostava de participar por timidez e afinal teria sido tão fácil. Não deixem de a ler porque vale mesmo a pena.

Tenho as minhas ideias sobre como educar uma criança em relação ao que come.Em relação aos meus filhos sou um pouco tirânica, dirão alguns. As “coisas verdes” estão sempre no prato. Podem não comer hoje, nem amanhã mas, habituar-se-ão a vê-los no prato e que fazem parte da nossa dieta. Assim como as leguminosas. É assim desde pequenos. Fui aumentando, ao longo dos tempos, a lista de ingredientes com que cozinho. Descobrindo outros legumes, outros peixes, outras leguminosas. Por cá há couscous, quinoa e boulgour, grão, feijão e lentilhas, feijão azuki e espargos, kale e beldroegas e tantas coisas mais. Há de tudo, há lugar para tudo. Por vezes torcem o nariz, perguntam muitas coisas, reclamam também. Faço “ouvidos de mouca”.Decretei há muito tempo a segunda-feira vegetariana. E, eles adoram um bom dahl, caril de batata doce e chilli vegetariano. Ontem mesmo, foi dia de “almôndegas” vegetarianas ou uma versão foleira dos falafel. E o que trago hoje é um fast food vegetariano que é tão bom e saudável, perfeito para a marmita, para as segundas-feiras vegetarianas e até, só porque sim.Cá por casa, continuará a tirania da mãe que cozinha sempre coisas diferentes e a quem nunca faltam legumes.



Precisamos de:
- 150g de couve-flor
- 1 dente de alho
- 1 col. Chá de harissa
- ½ cenoura ralada
- 2 col. Sopa de milho
- tomate cherry
- azeitonas
- salsa
- malagueta
- sal e pimenta
- azeite

1.Colocar a couve-flor no processador até ficar numa espécie de migalhas.
2. Saltear o alho no azeite com a harissa, acrescentar a couve-for e temperar de sal, pimenta e deixar cozinhar em lume brando.
3. Aquecer o wrap.
4. Adicionar o milho e a cenoura ralada à couve-flor e deixar cozinhar 2m.

5. Colocar esta mistura por cima do wrap, adicionar salsa e malagueta picadas, azeitonas picadas e os tomates cortados a meio.

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

"almôndegas" vegetarianas

falafel falsificado ou croquetes vegetarianos? Não sei! Os pipocas chamaram-lhes "almôndegas vegetarianas por isso suponho que, é assim que lhes devo chamar. Ficaram tão boas que foram devoradas umas atrás das outras e eles, até pediram para fazer disto nas festas. É bom sinal. Mais uma vez, o dia vegetariano foi um sucesso. É bom que assim seja para que eles aprendam a comer de tudo, a experimentar de tudo. Têm direito à  sua opinião mas devem aprender a experimentar. É maravilhoso quando nos deixamos surpreender. Pela comida, pelos amigos, pela família, pela vida. As portas devem estar sempre abertas. Fechar é negar a nós mesmos uma hipótese.
Neste dia fiz estas "almôndegas", umas batatas assadas e recheadas e ainda esta receita da maravilhosa Marmita. Ai, quem me dera a mim um dia fotografar como a Marmitinha...

(A foto está horrível, peço desculpa, não ilustra nem faz justiça à maravilha que é esta receita mas fotografar à noite é do pior )



Precisamos de:
*"Almôndegas" vegetarianas:
- 150g de feijão branco cozido e escorrido
- 70g de ervilhas
- sal, pimenta q.b.
- 2 dentes de alho
- 35g de cebola
- 60g de milho
- 1 col. sopa de maizena
- 1 col. sopa de farinha de araruta
- 3 col. sopa de flocos de aveia

1. Triturar tudo (na Bimby vel. 5-7-9 uns segundos).
2. Levar ao frigorífico 1h.
3. Moldar bolas e fritar em óleo bem quente.

*Batata doce recheada:
- 2 batatas doce grandes
- 2 fatias de queijo gouda
- 1 col. sopa de salsa
- 1 fio de azeite
- 1 malagueta
- 2 dentes de alho
- sal q.b.
- 1 col. chá de mostarda

1. Lavar as batatas, picar com um garfo e envolver em papel de alumínio e levar ao forno 40m, a 220º (ou até notar que está cozida).
2. Esmagar alho, sal, malagueta e salsa e emulsionar com azeite e mostarda.
3. Desembrulhar cuidadosamente cada batata, pode queimar, abrir uma brecha em cada batata e colocar a pasta emulsionada e o queijo e levar ao forno mais 3m, até o queijo derreter.

Nota: Farinha de araruta é um espessante vegan mas podem substituir usando apenas maizena.
Da próxima vez, experimento fazer no forno para uma versão mais saudável.

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Cobbler de fruta

O Outono chegou de vez. Tem estado chuvoso por aqui, muito vento e as árvores a dançarem ao som do mesmo. A casa enche-se com o cheiro a marmelos que esperam a sua vez, pacientemente, para serem transformados em marmelada e geleia. Já se fez doce de abóbora e na fruteira já figuram as romãs e a abóbora butternut.
Chegaram as primeiras constipações, a tosse que se ouve no silêncio da noite e os  miúdos ranhosos.
Já se bebe chá à noite e leite quente com mel.
As mudanças da Natureza afectam o nosso estado de espírito e o Outono indica um certo recolhimento, voltar aos pratos "comfort food" como os guisados, pratos de forno, as sopas fumegantes. As sobremesas vão mudando, deixamos de comer semifrios e passamos aos bolos da época, de maçã, cenoura, abóbora, as tartes e os pães voltam a ter lugar no forno. Assim é a vida, este tempo de renovação, do preparar para o Inverno que há-de chegar.
Por isso, quando neste fim de semana tivemos almoço de família, com uma mesa cheia de gente à volta do cozido à Portuguesa, achei que as sobremesas desse dia deveriam ser a tarte tatin e um cobbler de fruta. Ambos servidos com gelado de baunilha e fizeram as delicias da família.

Não se esqueçam do Workshop de Saladas de Outono a decorrer sábado, dia 11 pelas 10h30 no maravilhoso espaço Work It no Porto.

Passatempo a decorrer: Chá das 5, com um cabaz da Miminhos do Paraíso como prémio, até dia 31 espero as vossas receitas para o chá das 5.



Precisamos de:
*Recheio:
- 2 maçãs
- 150g de mirtilos (usei congelados)
- 50g de framboesas (usei congeladas)
- 1 pau de canela
- anis
- 1/4 açúcar amarelo integral
- 1 col. chá de amido de milho

1. Juntar tudo e levar ao lume brando uns minutos. Descartar pau de canela e anis e colocar a fruta numa tarteira. Deixar ficar aí 30m.

*Crosta:
-1/2 cup de farinha
- 1 col. chá de fermento em pó
- baunilha
- 1/4 de açúcar
- 2 col. sopa de leite
- 1/4 de manteiga bem fria

2. Misturar tudo com as mãos até estar uma massa homogénea, sem trabalhar de mais a massa.
3. Estender a massa, cortar a gosto (eu cortei com cortador em forma de estrela) e colocar por cima da fruta.
4. Levar a cozer a 180º por cerca de 25m (até a massa dourar).
5. Servir morna com gelado.

terça-feira, 7 de Outubro de 2014

thai spiced pasta

A hora do almoço é, para mim, todo um conjunto de possibilidades.
Quero dizer que, é quando entro em modo "experiência" e laboratório com a comida, essencialmente vegetariana. E confesso que é a refeição que me sabe melhor. São geralmente refeições simples, rápidas e com ingredientes acessíveis a qualquer um. As boas "experiências", aquelas que dão um bom resultado são as que ganham o direito a ser transcritas no caderninho de receitas. As outras depressa são esquecidas, trocadas por novos planos.
Esta massa, leva poucos ingredientes e é tão, mas tão saborosa.
Tive uma grande ajuda a fazer o molho, a Pyrex gentilmente ofereceu-me  um copo misturador tipo daqueles usados em laboratório, espécie de pipeta que é fabuloso para misturar / emulsionar molhos. É muito útil e para além de agradecer à Pyrex aconselho-vos a aquisição de um destes.

Não se esquecem que dia 11 de Outubro haverá workshop de Saladas de Outono na Work It, Porto pelas 10h30, gostava muito de vos ver por lá.

E há passatempo a decorrer pelo facebook: Chá das 5 com um cabaz muito bom dos Miminhos do Paraíso, como prémio.



Precisamos de:
- 4 col. sopa de óleo
- 2 col. sopa de óleo de amendoim
- 1 vagem de malagueta (daquelas pequeninas e hiper picantes)
- 1 dente de alho
- 2 col. sopa de molho de soja
- 2 col. sopa de mel
- 1 ovo cozido
- salsa picada
- mistura de frutos secos picados
- massa a gosto (usei esparguete)

1. Cozer a massa al dente, em água e sal. Cozer o ovo simultâneamente.
2. Levar ao lume o óleo, o óleo de amendoim, a vagem de malagueta, partida a meio e o dente de alho.
3. Deixar ferver 2m e desligar.
4. Deixar arrefecer um pouco.
5. Colocar esta mistura no copo, adicionar o mel e o molho de soja, tapar e emulsionar, abanando o copo.
6.Descascar e picar ovo, escorrer esparguete, envolver no molho.
7. Misturar a salsa e os frutos secos.


domingo, 5 de Outubro de 2014

Tarte tatin (com cardamomo e pimenta rosa)

A minha irmã está cá, de visita. A minha querida mãe mandou por ela, um quilo de feijão verde, daquele redondinho e fininho que eu tanto adoro. É daquelas coisas de mãe, como o casaquinho do outro que ganhou o euromilhões. Mãe é mãe, e a minha arranja sempre forma de eu ter por cá um bocadinho dela. Em pequeninas coisas, eu gestos pequenos mas que mostra sempre que sabe o que me faz feliz e que geralmente são coisas pequenas.
A minha mãe é assim, nunca se esquece.
Sinto muito a falta dela, no dia-a-dia, nessas coisas pequeninas. E nas grandes também.
A minha irmã compra-me mil e uma coisas que lhe peço e que cá encontro dificilmente. Nunca resmunga mesmo se lhe peço para comprar coisas das quais nunca ouviu falar (o que acontece quase sempre).
E o meu pai...o meu pai é o meu pai. Anda a deixar-me preocupada ultimamente mas do seu jeito, daquele jeito que só ele sabe ser, tem um coração do tamanho do mundo e move montanhas pelas filhas. Sempre foi e será o nosso maior defensor.
Às vezes gostava de carregar num botão e ser teletransportada para perto deles nas horas piores. E outras vezes não, apetece-me ficar só. Os altos e baixos da vida são uma constante mas os baixos são mesmo do pior. Tenho para mim que os pais cuidam sempre dos filhos mas, infelizmente, com esta crise maldita cuidam e ajudam ainda mais quando os filhos já são bem grandes e já eles mesmos têm filhos. Como se de repente se vissem numa situação em que os filhos precisam tanto ou mais deles do que quando eram pequenos.
Os meus são de certeza, os melhores pais do mundo. E tudo o que eu quero é dar-lhes boas novas, tê-los com saúde e por perto, por muitos anos.
A minha mãe não gosta de doces (excepto bombons Serenata de Amor, gelados Magnum e mil folhas) e por isso deixo-vos a receita de uma das sobremesas que o meu pai mais gosta: tarte tatin.



Precisamos de:
- 2 maçãs golden
- 1/4 açúcar
- raspa de limão
- 5 vagens de cardamomo
- pimenta rosa
- 1 col. chá de manteiga
- flor de sal
- uma placa de massa folhada

1. Levar o açúcar ao lume com a raspa de limão, cardamomo e pimenta rosa.
2. Quando ficar dourado, derretido, retirar o cardamomo, acrescentar a manteiga e a flor de sal.
3. Colocar por cima do caramelo as maçãs descascadas e em fatias finas, deixar cozinhar um pouco em lume brando
4. Picar a massa folhada e cobrir cuidadosamente as maçãs.
5. Levar ao forno, pré-aquecido, por 20m a 200º (até dourar) a frigideira onde fez o caramelo e onde agora há a tarte tatin.
6. Servir com gelado de baunilha ou, como eu gosto, com uma porção de creme fraiche.